Deputada convoca MP a investigar coletivo que arrecada dinheiro para índios

A deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB) convocou hoje (17) o MPE (Ministério Público Estadual) e o MPF (Ministério Público Federal) a investigar o “Coletivo Terra Vermelha” (organização da sociedade civil sem fins lucrativos), que promove uma espécie de “vaquinha virtual” em apoio ao povo Guarani Kaiowa.

A coleta do dinheiro está acontecendo por meio do site “Vakinha” (www.vakinha.com.br), e o objetivo inicial é arrecadar R$ 5 mil. Até o momento, R$ 2050 foram arrecadados.

A preocupação da deputada é que esse recurso realmente chegue às comunidades indígenas, que sofrem com a pobreza nas aldeias.

“Quem é esse coletivo? Acho que nossa comunidade indígena precisa e muito de investimentos, mas será que este recurso chegará a essas comunidades? Porque há recursos internacionais, oriundos de organizações internacionais, que são enviados ao CIMI com a mesma finalidade, mas essa melhoria não tem chegado aos povos indígenas, que vivem na miséria”, disparou a parlamentar, referindo-se ao Conselho Indigenista Missionário, alvo de pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Assembleia Legislativa.

A CPI pretende investigar justamente de que maneira esses recursos internacionais estão sendo aplicados nas aldeias, além das acusações de incitação a invasão de terras particulares em Mato Grosso do Sul.

“Assim como queremos saber para onde estão indo esses recursos internacionais, também gostaríamos que o Ministério Público fiscalizasse esse coletivo”, indicou.

Mara Caseiro lembrou que os produtores rurais do estado promoveram recente leilão com o objetivo de levantar recursos para financiar, sobretudo, o pagamento de advogados nos casos de invasão. No entanto, esse recurso foi bloqueado pelo MPF, sob alegação de que os proprietários rurais estavam constituindo uma milícia para matar indígenas.

“Isso é uma inverdade. O recurso era para ajudar os proprietários rurais a lutar na justiça pelo direito à propriedade, previsto na Constituição, direito que não está sendo garantido no Brasil. Quero ressaltar aqui que não apenas os grandes fazendeiros têm suas áreas invadidas, mas também os pequenos, que sofrem muito e precisam de apoio”, afirmou.

MINISTRO DA JUSTIÇA

Mara Caseiro voltou a criticar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que esteve recentemente em Mato Grosso do Sul, mas não amenizou a situação crítica dos conflitos por terras no estado.

“Ele veio aqui e disse que não ira permitir qualquer tipo de ilegalidade, mas permitiu que invasores continuassem em uma propriedade de Iguatemi. E agora está permitindo que as propriedades tituladas continuem sendo invadidas”, colocou.

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