Crise força prefeitos a escalonar salários em Mato Grosso do Sul

O presidente da Assomasul (Associação dos Municípios do Mato Grosso do Sul), Juvenal Neto, contou, em entrevista à Agência CNM, que a situação financeira das prefeituras “realmente está muito difícil.”

De acordo com ele, alguns municípios têm até parcelado os salários dos servidores. A entidade reclama também da quantidade de Restos a Pagar.

“Vários municípios estão fazendo escalonamento para pagar o salário dos servidores e outros parcelando. Temos alguns com dívidas altíssimas, principalmente com fornecedores. As perspectivas não são as melhores possíveis. Nós [do Estado de MS]temos R$ 140 milhões de Restos a Pagar para receber 2013 e 2014”, acusa Juvenal Neto.

A Assomasul promoveu, no dia 10 de agosto, uma paralisação com quase 100% dos municípios do Estado. “Paramos um dia as prefeituras justamente para chamar a atenção da nossa população em relação à situação que estamos passando”, contou.

FISCALIZAÇÃO

Para agravar a situação, os municípios sul-mato-grossenses têm aproximadamente 200 obras inacabadas por causa de recursos que a União deixou de repassar. “A CGU [Controladoria Geral da União] agora começou a fiscalizar. Começou pela capital, Campo Grande, porque o município não concluiu a obra dentro do prazo”, alerta Juvenal.

O dirigente quer que a presidente Dilma Rousseff honre os compromissos acordados com os municípios e que os repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) voltem a se estabilizar, isso porque as quedas constantes na transferência dos recursos constitucionais têm impactado as finanças das prefeituras.

“A situação é muito delicada e tende a piorar se não for feito em relação aos repasses de direito dos municípios”, resume o presidente da entidade municipalista.

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