BR-163: Vereadores questionam pedágio entre Anhanduí e Campo Grande

Em uma nova reunião encabeçada pela Câmara Municipal para discutir a privatização da BR-163, os vereadores mostraram preocupação com a localização de um dos postos de pedágio instalados pela CCR MS Via, que vai administrar a rodovia pelos próximos 30 anos. A praça fica entre Campo Grande e o distrito de Anhanduí, o que, segundo moradores, vai ‘matar’ a comunidade local, já que muitos se deslocam diariamente para trabalhar na Capital ou em empresas depois do ponto de cobrança.

“A CCR está matando nosso distrito”, resumiu um dos moradores de Anhandui, que participou da reunião com o diretor institucional da CCR MS Via, Claudeir da Mata. O executivo, no entanto, garantiu que o critério para definição do local para implantação da praça é puramente técnico. “Ninguém vai querer prejudicar o distrito”, disse.

Os parlamentares também questionaram as intervenções da concessionária para duplicar a rodovia, temendo que as obras possam encarecer ainda mais o preço do pedágio –hoje, R$ 7,20.

A Câmara de Campo grande levantou a discussão sobre a privatização desde a conclusão do processo licitatório. Desde então, inúmeras reuniões foram feitas, além de audiências, reunindo empresários lindeiros e moradores de Anhanduí, um dos locais mais afetados pelas mudanças.

Em outra audiência realizada pela Câmara, a população local já se mostrava preocupada com a forma que a economia local seria atingida. “Vai matar o distrito se matar o comércio. Não tem como correr dessa responsabilidade. A vida econômica do lugar e das pessoas que vivem ali depende disso. Acabou com os comerciantes, acaba o local. Já tem lugar nesse Estado que acabou. O contrato já está entregue, eles são donos por 30 anos”, criticou o professor Ernesto Francisco dos Santos.

Segundo o vereador Flávio César, presidente em exercício da Casa de Leis, uma nova audiência pública será realizada para tratar sobre o tema.

“Vamos reunir, através da Comissão de Obras da Câmara, as demais instituições para dialogar de forma participativa. A Câmara é o palco legítimo para discutirmos e não vamos nos furtar dessa responsabilidade. Vamos nos debruçar sobre essas questões para encontrar soluções eficazes para todos. Vamos colaborar com esse processo para transformar a rodovia da morte em ‘rodovia da vida’”, afirmou.

‘Rodovia da Vida’ – A concessão da BR-163, que possui 847 quilômetros em território sul-mato-grossense, foi concluída em maio do ano passado. Em outubro, a CCR MSVia assumiu o controle por um prazo de 30 anos. Segundo Claudemir, a ideia é duplicar toda a BR, conhecida como “Rodovia da Morte”, nos próximos cinco anos. “Já reduzimos as mortes em 50% nos últimos 10 meses. Queremos transformar a BR em ‘Rodovia da Vida’”, planejou.

Até o momento, já foram duplicados 28 quilômetros. Serão investidos R$ 5,5 bilhões na rodovia e, nos próximos três anos, 3 mil empregos diretos serão gerados.

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