Após escândalo, Volkswagen demite presidente

São Paulo – Depois de ser acusada pelo governo dos Estados Unidos de ter equipado quase meio milhão de carros com um software que mascara a emissão de poluentes, a Volkswagen demitiu nesta terça-feira (22) o presidente global Martin Winterkorn, segundo publicou o site alemão Der Tagespiegel.

De acordo com a publicação, fontes informaram que o executivo será substituído pelo atual presidente da Porsche, Mathias Muller.

Ainda conforme divulgou o Der Tagespiegel, a presidência do conselho da empresa deve se reunir nesta quarta-feira e uma reunião com todos os vinte membros deve acontecer na sexta-feira.

O escândalo pela fraude coletiva com a qual a Volkswagen (VW) tentava evitar os limites a emissões poluentes aumenta a cada dia. Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, a empresa, que no primeiro trimestre do ano vendeu mais de 5 milhões de veículos – número que a colocou na liderança mundial –, reconheceu que o software com o qual tentava enganar autoridades ambientais sobre as emissões de seus carros a diesel pode afetar 11 milhões de automóveis em todo o mundo. Até agora falava-se em 482.000 carros vendidos nos Estados Unidos.

As revelações dos últimos dias tiveram suas primeiras consequências econômicas. Depois de caírem 18,6% na Bolsa de Frankfurt na segunda-feira, as ações da Volkswagen operavam em queda de mais de 20% nestas terça-feira. A empresa com sede em Wolfsburgo, cujo valor de mercado era de 77,8 bilhões de euros na última sexta-feira, perdeu 26,45 bilhões de euros em apenas dois dias. Além disso, a montadora acaba de anunciar uma reserva de 6,5 bilhões de euros para possíveis futuras perdas. Um número que parece otimista diante das últimas revelações.

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