Votação da processante acordou base adormecida de Olarte na Câmara

Vereadores se uniram para salvar prefeito

A votação do requerimento da oposição para abertura de comissão processante contra o prefeito Gilmar Olarte (PP) serviu para mostrar quem está, independentemente das circunstâncias, na base do prefeito.

Um grupo de vereadores que há muito não se manifestava na Câmara para defender o prefeito se uniu na última sessão e  o ajudou a se livrar de cinco das seis investigações propostas pela oposição.

Dos 29 vereadores, 18 foram a favor do prefeito para derrubar cinco pedidos de investigação, entre eles o presidente da Câmara de Campo Grande, Mario Cesar (PMDB). Além de Mario, demonstraram fidelidade ao prefeito os vereadores:

“Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Vanderlei Cabeludo (PMDB), Dr. Loester (PMDB), Magali Picarelli (PMDB), Chiquinho Telles (PSD), Coringa (PSD), Delei Pinheiro (PSD), Flávio César (PTdoB), Edson Shimabukuro (PTB), Chocolate (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Francisco Saci (PRTB), Airton Saraiva (DEM), Carlão (PSB), João Rocha (PSDB) e Herculano Borges (PSC).

Os vereadores aprovaram uso de jatinho de João Baird e João Amorim, investigados na Lama Asfáltica, o não cumprimento do piso dos professores, excesso de comissionados, e não prestação de contas, no período certo, da administração municipal. Eles avalizaram, quando disseram não ao pedido de investigação ao prefeito.

A base do prefeito aprovou a abertura da processante para investigar sobre o processo que ele responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Mas, a oposição afirma que não passa de uma manobra da base, que tem esperança do prefeito conseguir derrubar o processo na Justiça.

A comissão tem 90 dias para terminar os trabalhos. O primeiro passo, dentro de cinco dias, é notificar o prefeito para que faça sua defesa por escrito. Ele tem 10 dias para isso. Após este período, a comissão tem mais 10 dias para um relatório prévio e depois fazer as oitivas necessárias para o relatório final, que dirá se o prefeito deve ou não ser cassado. A comissão será presidida por João Rocha (PSDB) e terá Paulo Siufi (PMDB) como relator e Chiquinho Telles (PMDB) como secretário.

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