Sindicato expõe situação precária de trabalhadores de usina em Naviraí

Na sessão plenária desta quarta-feira (5/8), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Motoristas e Operadores de Máquinas Agrícolas de Navirai, Jefferson Luiz Martinez, expôs a situação crítica vivida por trabalhadores da Usinavi (Usina Infinity Bio-energy), usina de álcool do município.

Ele lamentou as irregularidades cometidas pela empresa que não estaria cumprindo com as obrigações trabalhistas. Até o momento, mais de 1,5 mil trabalhadores foram demitidos e ainda não foram pagos. Cerca de mil trabalhadores ainda continuam com vínculo empregatício com a indústria cujo controle acionário é do grupo Bertin (de Lins – SP, que detém 70% do controle acionário).

O presidente denuncia que além de atrasos no pagamento, a empresa não pagou a verba rescisória dos trabalhadores demitidos e não liberou o FGTS nem férias vencidas. O dinheiro referente a contribuição ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), de acordo com Jefferson, não vem sendo depositado há anos nas contas dos trabalhadores, o que inviabiliza o pagamento do seguro-desemprego.

“É uma situação desesperadora. São trabalhadores e pais de família que estão ouvindo dos filhos as lamentações por passarem fome porque não tem dinheiro para colocar comida na mesa”, expressou o presidente do Sindicato que, na semana passada, entrou com denúncia junto ao Ministério Público de Dourados.

A iniciativa resultou em uma reunião com o diretor da unidade em Naviraí que alegou não ter recursos para regularizar a situação. “A direção da usina abandonou os trabalhadores e não dão qualquer posição sobre como vão resolver isso. É vergonhoso e precário”, definiu.

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