Sessão na Câmara de Vereadores tem clima tenso em Campo Grande

Professores lotaram Casa de Leis mais uma vez desde começo da greve.
Vereador discutiu com homem e sessão foi suspensa por falta de quórum.

Graziela Rezende

Clima ficou tenso durante sessão na Câmara de Vereadores Campo Grande

O clima ficou tenso mais uma vez durante sessão na Câmara de Vereadores nesta terça-feira (18), em Campo Grande. Em greve desde o dia 25 de maio, pela 20ª vez os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) estiveram na Casa de Leis, além de apoiadores . A sessão foi suspensa por falta de quórum depois de confusão entre manifestantes e vereadores.

“Estamos aqui porque, mais uma vez, não se cumpriu a lei e ressalto que muitos vereadores não tem interesse em defender a categoria. Eles devem defender o povo e não o prefeito. Ele sim [prefeito], deve ser fiscalizado”, afirmou Geraldo , antes do fim da sessão.

Segundo ele, atualmente 44 escolas da Reme estão funcionando normalmente e outras 51 se dividem entre professores que aderiram e outros que não participam da greve. O presidente do sindicato ressalta que a categoria não aceita a proposta da prefeitura, de parcelar o pagamento do reajuste, e considera uma “indecência” a prefeitura ter oferecido o cartão vale-alimentação para os professores.

Grupos que manifestavam apoio ao prefeito Gilmar Olarte também estiveram no local e discutiram com vereadores. O vereador Paulo Pedra (PDT) desceu da tribuna e se dirigiu ao grupo depois de ser xingado.

O político começou a discutir com Elvis Rangel, presidente da Associação de Moradores do Bairro Aero Rancho. O vereador chegou a colocar as mãos no pescoço de Rangel. Guardas municipais, que faziam a segurança, interferiram e separaram os dois. Em seguida, a sessão foi encerrada.

Pedra confessou que se exaltou e disse que não vai permitir ataques políticos e pessoais. “É uma medida sórdida de atuar nos bastidores. Isso é chantagem. Eu não entro nesse jogo”, afirmou.

Rangel também confessou que ofendeu o vereador. “Estava tendo a sessão na tribuna e ele não tem o direito de descer e me agredir. Vou pedir a quebra de decoro e também as câmeras de sigilo da Câmara de Vereadores”, ressaltou.

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