MS adere à campanha contra corrupção

Ideia principal deste documento é mostrar mais transparência nos gastos públicos

Para dar um basta à impunidade e a corrupção no Brasil, na tarde desta sexta-feira (14), o presidente da Procuradoria Geral da Justiça, Humberto de Matos Brites reuniu promotores da Justiça e assinou um documento para que o Ministério Público do Estado (MPE) de Mato Grosso do Sul aderisse a campanha contra a corrupção e a impunidade no Brasil, promovida pelo Ministério Público Federal (MPF). “Este documento é um kit de combate contra a corrupção no País. Chega! Temos que dar um basta contra a corrupção e a impunidade”, afirmou Brites. A campanha, que pertence ao MPF, foi aderida pelo MPE e apresenta propostas de mudanças legislativas para melhorar a prevenção e o combate à corrupção e a impunidade no Brasil. O órgão federal pretende recolher assinaturas em todo País para apresentar ao Congresso um projeto de iniciativa popular contra a corrupção e a impunidade que o Brasil vem enfrentando. ”Todos podem participar desta ação, precisamos arrecadar 1,5 milhão de assinaturas até o dia da pátria, que é 2 de setembro. Vamos dar um basta contra a corrupção”, comentou o procurador-chefe substituto da Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul, Silvio Pettengill Neto. Para explicar melhor como funcionará esta medida, caso consigam o total de 1,5 milhão de assinaturas, Pettengill explica de um modo didático. “Vou citar um exemplo mais fácil para todos entenderem: imagina um funcionário público adquirir um veículo da Mercedes Benz, ele terá que comprovar como conseguiu comprar este veículo, e também vai ter que provar como irá pagá-lo. Se conseguimos essas assinaturas daqui para frente teremos mais transparência com o gasto público”. Temas – Os 10 temas da campanha contra a corrupção são: prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação; criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos; aumento de penas e crime hediondo para corrupção de altos valores; aumento da eficiência da justiça dos recursos no processo penal; celebridade nas ações de improbabilidade dos partidos políticos e criminalização do caixa 2; prisão preventiva para evitar a dissipação do dinheiro desviado e a recuperação do lucro derivado do crime. As medidas contra a corrupção, que já são utilizados em países como Colômbia e Hong Kong, pretendem dar um basta de impunidade no uso do dinheiro público no Brasil. “Porque que o país de Hong Kong mostra que a política é correta? Eles tem a transparência na utilização do dinheiro público. Temos também o exemplo da Colômbia, o crime organizado está sendo combatido de frente com o poder público. Observem como o poder público de lá está ganhando esta guerra. Estes são os dois grandes exemplos que pretendemos implantar no Brasil”, finalizou Silvio. O documento para as assinaturas está acessível no site http://www.combateacorrupcao.mpf.mp.br/10-medidas, e todos podem assinar, estará disponível até o final do ano.

 

Fonte: Diariodigital

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