Mãe se desespera durante falso sequestro da filha e mobiliza polícia

Mulher recebeu ligação pedindo R$ 1,5 mil para resgate da filha em MS.
Polícia faz alerta para trotes e orienta população a não depositar dinheiro.

Gabriela Pavão

Mãe conseguiu falar com a filha por telefone antes de depositar dinheiro

Uma ligação anônima informando um falso sequestro de uma jovem desesperou uma família e mobilizou 15 policiais militares na manhã desta quarta-feira (19), em Campo Grande. Segundo a Polícia Militar, uma pessoa ainda não identificada ligou para Francisca Rodrigues, disse que estava com a filha dela e ameaçou matar a suposta vítima. O falso sequestrador pediu R$ 1,5 mil para liberar a mãe.

Filha encontrou mãe em lotérica depois de trote

Francisca disse  que ficou desesperada e que não conseguia falar com a filha, Rayane  Rodrigues. Segundo a PM, antes de acreditar no trote ela tentou ligar para o celular da filha, mas o telefone estava desligado, por isso, correu para depositar a quantia pedida.

“Era a vida da minha filha. Fiquei desesperada, não conseguia falar com ela. Quem não ficaria desesperada? Qualquer um que tem filho ficaria. Agora estou aliviada”, disse quando já estava ao lado da filha.

Francisca recebeu a ligação por volta de 8h30 (de MS), quando estava no trabalho. Primeiro ela foi a uma agência bancária e depois procurou uma casa lotérica, onde a PM a encontrou. O caso foi denunciado à polícia por outra pessoa, que acompanhou o desespero da mãe.

Com a ajuda dos policiais, a mulher conseguiu localizar a filha no trabalho e só ficou tranquila depois de falar com ela pelo telefone. Minutos depois, a filha foi até a lotérica encontrar a mãe. Segundo a PM, as duas devem ser levadas para a delegacia para registrar o caso e tentar identificar os falsos sequestradores.

Orientação
A tenente da PM Fabrícia Flores orienta que a população não acredite em ligações de falso sequestro e que mantenha a calma nessas situações. O correto é tentar contato com a suposta vítima e chamar a polícia. Ela ainda ressalta que, geralmente, essas ligações partem de dentro de presídios e que é possível identificar de onde partiu a ligação, por isso, a importância de registrar um boletim de ocorrência.

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