Exportação estadual de industrializados continua em queda e redução chega a 22% no ano

A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul continua em queda e redução chega a 22% nos primeiros sete meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, diminuindo de US$ 2,17 bilhões para US$ 1,69 bilhão, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems.

De janeiro a julho de 2015 as maiores reduções ocorreram nos grupos “Extrativo Mineral”, “Complexo Frigorífico”, “Couros e Peles”, “Óleos Vegetais”, “Papel e Celulose” e “Alimentos e Bebidas”, que registraram, no comparativo com igual período de 2014, diminuição das receitas equivalentes a US$ 208,5 milhões, US$ 198,1 milhões, US$ 45,1 milhões, US$ 40,3 milhões, US$ 12,6 milhões e US$ 2,1 milhões, respectivamente, totalizando uma queda superior a US$ 506 milhões.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, quanto à participação relativa do setor industrial sobre tudo o que foi exportado por Mato Grosso do Sul no acumulado do ano chegou a 58%. “Com receita equivalente a US$ 266,1 milhões, julho de 2015, registrou o pior resultado para o mês dos últimos quatro anos da série histórica da exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul”, pontuou, informando que, em relação ao volume, no acumulado do ano, a queda foi de 13%.

Detalhamento

No período de janeiro a julho deste ano, 97,7% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior ficou concentrada, basicamente, nos grupos “Papel e Celulose”, “Complexo Frigorífico”, “Açúcar e Etanol”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais”, “Couros e Peles” e “Alimentos e Bebidas”. A receita de exportação do grupo “Papel e Celulose” totalizou US$ 621,3 milhões, indicando queda de 2% sobre igual período de 2014, quando as vendas foram de US$ 633,9 milhões.

O resultado verificado teve como principal influência a diminuição das aquisições em importantes mercados compradores da celulose sul-mato-grossense, com destaque para a Holanda, Estados Unidos e Coreia do Sul que, somados, compraram US$ 43,2 milhões a menos, quando comparado com igual período do ano passado. Bem como, na mesma comparação, pela redução de 10% do preço médio da tonelada da celulose.

No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação alcançou o equivalente a US$ 509,4 milhões, apontando queda de 28% sobre igual período do ano anterior, quando a receita foi de US$ 707,5 milhões. A redução observada se deu, principalmente, por conta da forte diminuição das compras em importantes mercados para as carnes de Mato Grosso do Sul, com maior peso para a Rússia, que sozinha foi responsável por uma redução superior a US$ 176,6 milhões.

Na sequência, na mesma condição, aparecem Hong Kong, Japão, Holanda, Arábia Saudita, Venezuela e Chile com menos US$ 40,2 milhões, US$ 8,3 milhões, US$ 6,1 milhões, US$ 5,50 milhões, US$ 4,40 milhões e US$ 3,10 milhões, respectivamente. Quanto ao grupo “Extrativo Mineral” a receita de exportação alcançou o equivalente a US$ 120,8 milhões, indicando recuo de 63,3% sobre igual período de 2014, quando as vendas foram de US$ 329,3 milhões.

Resultado fortemente influenciado pela queda de 55% no preço médio da tonelada do minério de ferro, bem como pela redução de 31% no volume comercializado do produto. Em valores, o preço médio da tonelada caiu de US$ 77,3 em 2014 para US$ 34,5 em 2015, enquanto em relação ao volume o total vendido em 2015, até o momento, alcançou o equivalente a 2,7 milhões de toneladas, contra 3,92 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. Por fim, os minérios exportados por Mato Grosso do Sul tiveram a Argentina como principal destino com 98,3% do total ou US$ 118,7 milhões.

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