Denúncias de violência contra mulher aumentam 40% em MS e audiência reforça direitos

O número de denúncias de violências cometidas contra mulheres aumentou 40% este ano em Mato Grosso do Sul. De 1º de janeiro a 15 de agosto de 2015 foram 4.338 casos, segundo dados da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) apresentados nesta quinta-feira (27/8), na Assembleia Legislativa, durante audiência pública em comemoração aos nove anos da criação da Lei Maria da Penha (11.340/2006).

O evento foi proposto pela deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB). “Toda mulher tem direito de ser livre, de tomar suas decisões, de querer garantir a criação dos filhos em paz e com segurança. Esta lei veio para que os crimes não ficassem impunes e temos que comemorar”, afirmou a deputada.

De acordo com a delegada titular da DEAM, Rosely Molina, são em média mais de 700 homens presos por ano em Mato Grosso do Sul. “O trabalho da nossa delegacia existe há 30 anos. Atendemos de 80 a 120 mulheres por dia. Não pode deixar de denunciar e a sociedade tem que se unir, denuncie anonimamente, se for o caso. Precisamos rever conceitos para evitar mortes. Com as denúncias e medidas protetivas estamos avançando”, explicou a delegada.

Em Campo Grande foi criada pelo Governo Federal, em parceria com Estado e município, a primeira Casa da Mulher Brasileira que integra no mesmo espaço serviços especializados no combate à violência contra a mulher. Além de abrigar a DEAM, há defensores públicos, Ministério Público, apoio psicossocial, alojamento, Juizado Especial, central de transportes, brinquedoteca e apoio na autonomia econômica às vítimas de violência.

Segundo a promotora do Ministério Público Estadual, da Vara de Violência Doméstica, Ana Lara Camargo de Castro, o maior mérito da Lei Maria da Penha é trazer à tona as desigualdades de gênero no país. “Precisamos de uma transformação de mentalidades. Temos que entender que o combate é uma questão de Direitos Humanos. É preciso sensibilizar as pessoas que prestam atendimento à essa mulher e entender que às vezes demora para procurar ajuda”, elucida.

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