Câmara abre comissão que pode cassar prefeito de Campo Grande

 

Olarte é réu em processo contra corrupção e lavagem de dinheiro.
Parlamentares aprovaram por unanimidade nesta quinta-feira (13).

Vereadores de Campo Grande durante sessão nesta quinta-feira (13) (Foto: Gabriela Pavão)

A Comissão Processante para investigar possíveis irregularidades cometidas pelo prefeito Gilmar Olarte (PP), em Campo Grande, foi aberta. Os vereadores aprovaram, por unanimidade, o primeiro ato colocado em votação: corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Com a aprovação do primeiro ato com 29 votos, a Comissão Processante já foi instaurada e o resultado da votação dos demais não interfere na abertura.  O vereador Edil Albuquerque (PMDB), que é da base do prefeito, já pediu aos demais aliados para votar a favor da nvestigação. “Assim ele tera a chance de se defender,disse.

No início da manhã, os parlamentares protocolaram, no setor jurídico da Câmara Municipal, o pedido de afastamento do prefeito. Eles disseram levar em consideração a denúncia recebida no Tribunal de Justiça deMato Grosso do Sul, oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) e que transformou o gestor em réu de ação penal.

A comissão que protocolou o pedido é formada por Luíza Ribeiro (PPS), Thais Helena (PT), Marcos Alex (PT), Ayrton Araújo (PT), Paulo Pedra (PDT), José Chadid (sem partido) e Cazuza (PP).

Segundo o presidente da casa, vereador Mario Cesar (PMDB), a procuradoria jurídica tem cinco dias para dar o parecer sobre o pedido.

Advogado do prefeito, Jail Azambuja informou que não há possibilidade do afastamento porque já existe jurisprudência sobre caso semelhante.

Olarte e mais duas pessoas respondem na Justiça por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele nega todas as acusações.

Processante
De acordo com a denúncia protocolada por Marcos Alex (PT), Thais Helena (PT) e Luiza Ribeiro (PPS) no último dia 19 de maio, foram elencados cinco motivos para abrir processante contra o prefeito. Na época, Thais Helena disse que o prefeito respondia pelos crimes de corrupção passiva, estelionato e lavagem de dinheiro.

Afastamento
A Lei Orgânica da Câmara Municipal de Campo Grande determina que cabe à Casa determinar afastamento de prefeito, vice-prefeito e secretários que venham a ser processados pela Justiça.

Advogado do prefeito, Jail Azambuja informou que não há possibilidade do afastamento porque já existe jurisprudência sobre caso semelhante.

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