Brasil conquista 38 medalhas na Special Olympics

Realizada entre os dias 20 de julho e 2 de agosto em Los Angeles, a Special Olympics sempre tem um sabor especial. Independentemente das 38 medalhas, sendo 15 de ouro, 12 de prata e 11 de bronze (veja quadro abaixo com as conquistas de cada modalidade), o mais importante é a inclusão social e o incentivo à prática do esporte.
E a participação da delegação tupiniquim ocorreu graças a investimento do Ministério do Esporte e de outros entes públicos e privados. A delegação brasileira partiu para Los Angeles com 53 pessoas, entre atletas, treinadores e delegados, e o Ministério arcou com todas as passagens para que fosse possível a integração com participantes de outros 176 países.

O ministro do Esporte, George Hilton, esteve presente na despedida da delegação no Rio de Janeiro, no dia 27 de junho. Em seu discurso, Hilton fez questão de enfatizar a importância de eventos como esse que vão ao encontro do Sistema Nacional do Esporte, um dos principais legados que ele pretende deixar em sua gestão. “O Sistema Nacional do Esporte vai trazer, sobretudo, um foco mais humanista. Não é o esporte somente como entretenimento, algo lúdico, mas também para a formação de cidadãos. Esse movimento da Special Olympics nos ajudará muito e ações como essa deverão ter todo apoio do governo”, declarou ao lado do ídolo Zico, embaixador da entidade.
Chefe da delegação brasileira, Ana Paula Soares mostrou seu contentamento com a experiência, ao falar por telefone com a reportagem do portal do Ministério do Esporte. Segundo Soares, dois fatores deixaram-na ainda mais animada. “O evento, em si, foi muito organizado. Toda a cidade (Los Angeles) estava envolvida com o evento, paravam os atletas para perguntar que medalha conquistaram e por qual modalidade, fazendo com que eles se sentissem mais vivos. Isso é muito bom no sentido da nossa luta pela inclusão social”, exaltou.

Ana Paula ainda falou sobre um ineditismo ocorrido nesta edição de Verão da Special Olympics: “Foi a primeira vez que a gente participou com o esporte unificado. Ou seja, pessoas com alguma deficiência ao lado de atletas sem deficiência intelectual. Isso ocorreu em duas modalidades, no tênis de mesa e no futebol feminino. Foi um feito muito importante”, comemorou Ana Paula Soares. Ela disse que em março de 2017 ocorrerão os Jogos de Inverno do Special Olympics, na Áustria.

A Special Olympics é um movimento global, sem fins lucrativos, que utiliza o esporte como ferramenta social para portadores de Down, autismo e outras deficiências mentais. Diferentemente das Olimpíadas e Paraolimpíadas, o foco é a integração dos competidores.

Medalhas brasileiras nos jogos por modalidade
Natação:
Prata: 2
Quarto lugar: 3
Quinto lugar: 2
Sexto lugar: 1

ÁGUAS ABERTAS
Quinto lugar: 1

ATLETISMO
Ouro: 3
Prata: 2
Quarto lugar: 2
Sexto lugar: 1

PATINAÇÃO
Ouro: 2
Prata: 2
Bronze: 1
Quarto lugar: 2

BOCHA
Bronze: 2

JUDÔ
Prata: 1
Quinto lugar: 1

FUTEBOL
Bronze: 1

TÊNIS
Ouro: 2
Prata: 2
Bronze: 1

GINÁSTICA RÍTMICA
Ouro: 8
Prata: 3
Bronze: 6
Quarto lugar: 1
Quinto lugar: 1

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