Bernal chama de desrespeito ideia da Câmara de brigar na Justiça contra ele

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), classificou de desrespeito a atitude da Câmara Municipal que, no campo institucional, fala em trégua, mas promete recorrer na esfera judicial contra a decisão de reconduzi-lo ao cargo. “Não adianta vir restabelecer a paz e ter a notícia de que vão nos enfrentar na Justiça”, disse o pepista, ao chegar na casa, na manhã desta quinta-feira (27), para conversar com os vereadores.

A sessão, aberta minutos antes, foi encerrada para que Bernal e os parlamentares se reunissem, encontro que seguia até o fechamento deste texto. O pepista chegou ao plenário dizendo que foi “buscar a união por Campo Grande, porque as pessoas passam, mas a cidade permanece”.

Conforme o prefeito, a iniciativa desta quinta é “respeitosamente reconhecer o valor da Câmara para buscar esta paz”. Ele disse não guardar mágoas dos vereadores – em março de 2014, ele foi cassado por decisão de 23 dos 29 parlamentares.

Bernal também admitiu ter errado na primeira fase de sua gestão, mas destacou que muitas acusações restaram provadas, inclusive na Justiça, serem calúnia e difamação. “Mas, errar é humano, se o governo da outra vez não conseguiu manter a paz, vamos fazer de tudo agora para restabelecer o diálogo e ter governabilidade”, analisa.

Os passos da Prefeitura de agora em diante deverão ser acompanhados mais de perto. Bernal prometeu “colocar a CGU (Controladoria Geral da União) e outros controladores internos e externos” na administração.

Flávio César (PTdoB), presidente da Câmara Municipal em decorrência do afastamento de Mario Cesar (PMDB), confirmou que a procuradoria jurídica da casa estuda como recorrer da decisão do TJ (Tribunal de Justiça), de terça-feira (25), mantendo liminar em favor de Bernal e reconduzindo-o à Prefeitura. No entanto, com o pepista ao seu lado na mesa diretora, discursou que a casa trabalhará para ter paz com o prefeito.

Antes da chegada de Bernal, Flávio César havia dito que, tão logo os advogados da Câmara definam qual medida judicial será adotada, será convocada uma reunião com todos os vereadores. Na visão do presidente, o processo de cassação foi legítimo, por isso a disputa seguirá na Justiça.

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