Pan: Lili e Carol Horta ficam com bronze no vôlei de praia

Uma das potências mundiais no vôlei de praia, o Brasil conquistou, nesta terça-feira (21.07), o bronze na disputa feminina dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. A dupla formada por Lili e Carol Horta fez uma partida impecável e, em apenas 37 minutos, as brasileiras derrotaram as canadenses Melissa Humana-Paredes e Taylor Pischke por 2 sets a 0, com parciais de 21/9 e 21/14. A Argentina faturou a medalha de ouro após vencer Cuba por 2 sets a 1 (21/17, 19/21 e 15/7).

Ainda engasgadas com a derrota para as arquirrivais argentinas Ana Gallay e Georgina Klug, por 2 sets a 1, no último domingo, Lili e Carol Horta começaram a partida em ritmo alucinante. Mesmo embaladas pela força da torcida, que lotou as arquibancadas do Centro de Vôlei de Praia Chevrolet, as canadenses não conseguiram segurar a pressão das brasileiras, que fecharam o primeiro set por 21/9.

Sem diminuir o ritmo, o Brasil fechou a segunda parcial em 21/14. “Não consigo nem descrever a importância dessa medalha para mim. É um sonho estar nesse Pan-Americano. Lógico que queríamos estar na final, mas o que tínhamos para fazer hoje era levar esse bronze para o Brasil. Do jeito que jogamos, uma partida praticamente perfeita, ele, para mim, vale ouro”, comemorou Lili, que é casada com a também jogadora Larissa. “Falei com ela pelo telefone antes do jogo. Ela me pediu para jogar com alma e trazer essa medalha para ela. Consegui”.

Aos 22 anos, Carol Horta fez um balanço positivo da participação da dupla no Pan de Toronto e não escondia a emoção com a medalha de bronze. “Fizemos uma boa competição. Fomos crescendo jogo a jogo, infelizmente tropeçamos diante da Argentina, mas tivemos cabeça para assimilar o golpe, entrar em quadra hoje, fazer a nossa melhor exibição e conseguir essa medalha para o povo brasileiro”, analisou a cearense.

O Brasil é o maior vencedor do torneio feminino de vôlei de praia nos Jogos Pan-Americanos: três ouros. Adriana Behar e Shelda venceram a primeira edição da modalidade, em 1999; Juliana e Larissa foram ao lugar mais alto do pódio no Rio de Janeiro (2007) e em Guadalajara (2011). O país só foi derrotado em 2003, em Santo Domingo, quando Dalixia Fernández e Tamara Larrea, de Cuba, ficaram com o ouro.

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