Fiems defende em reunião da Sudeco mais recursos para a indústria

Durante a 3ª reunião do Comitê de Articulação das Secretarias de Estado da Área de Atuação da Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste) realizada nesta quinta-feira (02/07) no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), o 1º vice-presidente regional da Fiems, Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, defendeu mais recursos para investimentos na faixa de fronteira do Estado com Paraguai e Bolívia, bem como para o encadeamento produtivo da indústria de papel e celulose sul-mato-grossense. “Mais uma vez a Federação recebe um evento como esse promovido pela Sudeco, que tem sido sempre eficiente nas ações de fomento do setor produtivo de Mato Grosso do Sul, que é um Estado em desenvolvimento”, pontuou.

Luiz Fornari acrescenta que a reunião serviu para que a Fiems defendesse mais uma vez a industrialização dos municípios localizados nas faixas de fronteira com o Paraguai e Bolívia, contribuindo para o aumento da oferta de empregos e da renda da população. “Entendemos que, somente com a industrialização, vamos criar oportunidades de desenvolvimento dessa região, que já está marcada pela violência e precisa reverter esse quadro”, destacou, reforçando que o outro ponto discutido foi o encadeamento produtivo do segmento da indústria de celulose e papel.

“As indústrias de celulose e papel são responsáveis por metade dos R$ 33 bilhões que começam a ser investidos no Estado e, por isso, a importância de discutir esse segmento. Nesse sentido, a Fiems, em nome do setor produtivo, espera que os projetos de desenvolvimento para a industrialização da faixa de fronteira e de apoio às indústrias de celulose e papel sejam acolhidos pela Sudeco”, analisou o 1º vice-presidente regional da Fiems.

Já o superintendente da Sudeco, Cleber Ávila, declarou que o foco da reunião foi discutir o desenvolvimento regional, as potencialidades e as oportunidades que a Superintendência, em parceria com os governos e setor produtivo, possa alavancar novos negócios para a Região Centro-Oeste. “Estamos com foco muito forte na infraestrutura e logística, pois não adianta só produzirmos, nós precisamos industrializar e também escoar essa produção. Nós estamos aproveitando o boom de desenvolvimento para atrair empresas para executar as obras de infraestrutura logística nos modais hidroviário, ferroviário, rodoviário e aeroviário, bem como a infraestrutura de armazenagem. Para isso, a Sudeco dispõe de R$ 7,2 bilhões, divididos em R$ 6 bilhões do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) e R$ 1,2 bilhão do FDCO (Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste)”, informou.

Ele completa que o Comitê de Articulação das Secretarias de Estado da Área de Atuação da Sudeco é fundamental para manter sinergia com os Estados, de modo a ter um fórum permanente que estimule a formação de parcerias destinadas à implementação de programas e projetos de interesse estratégico para o desenvolvimento regional. O Case é também, segundo o superintendente, uma oportunidade para que entes parceiros sejam inseridos no contexto da área de atuação da Superintendência de forma a obter uma maior efetividade dos serviços públicos.

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Jaime Verruck, a reunião discutiu quais são as diretrizes do FCO para 2016 e abriu o prazo para que sejam apresentadas todas as demandas para o próximo ano. “Temos de priorizar a aplicação, pois se trata de um recurso restrito. O próprio Governo do Estado propôs mais recursos para a recuperação de pastagens e também para atender o setor industrial, que começou a receber grandes investimentos a partir deste ano”, declarou.

Na avaliação de Jaime Verruck, é o momento de priorizar. “Fizemos uma avaliação do FCO até agora e definimos quais as mudanças que podemos realizar ainda neste ano para beneficiar o setor produtivo e, dessa forma, conseguir aplicar 100% dos recursos na nossa economia. Nós buscamos que esse recurso cumpra o seu papel e, para isso, precisamos incentivar os setores de serviços, indústria e comércio, pois o agronegócio vai bem e tem capitado a parte que lhe cabe. Agora, cabe a nós mostrar que esse recurso é fundamental para a diversificação da economia estadual por meio de investimentos dos setores industrial, comercial e de serviços”, finalizou.

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