Escola de Campo Grande terá horta irrigada por sistema de água captada da chuva

Dois projetos sustentáveis começam a fazer parte da rotina dos alunos e professores da Escola Municipal Nazira Anache, localizada no Jardim Anache. A horta orgânica e o sistema de captação de água da chuva estão em plena execução e fazem parte do Programa de Sustentabilidade que leva a consciência ambiental com práticas ecológicas aos alunos da Reme (Rede Municipal de Ensino). As atividades têm o apoio dos professores de biologia, matemática, ciências e geografia em um trabalho multidisciplinar sob a coordenação da professora Rose Maclaine.

A ideia do sistema de captação de água surgiu em fevereiro deste ano quando a horta orgânica com a técnica da mandala estava sendo projetada para substituir a horta tradicional. Veio então o questionamento: será que a água para irrigar as hortaliças poderia vir da chuva? A ideia virou projeto que agora está sendo implantado. De acordo com a diretora adjunta, Andrelina Raniere a escola já adquiriu a caixa d’água, boia, peneira para filtrar os resíduos e a torneira, entre outras ferramentas para construir o sistema de captação. Os canos para a tubulação foram doados por um pai de aluno que vai ajudar também na construção do sistema.

Arregaçar as mangas
A horta, que está na fase inicial, teve o apoio do projeto Alphaville, com a presença de um engenheiro agrônomo para as orientações técnicas. Tudo começou com o estudo do solo, a formação do canteiro, o conhecimento sobre cultura e rotatividade e a escolha das hortaliças, entre elas alface, couve-flor, brócolis e cebolinha. O grupo responsável pela horta e pelo sistema de captação é formado por 32 estudantes, mais os professores. A palavra de ordem deles é arregaçar as mangas e fazer acontecer.

O estudante do 9º ano, Erik Lopes de Souza, 14, é um dos alunos à frente do projeto de instalação do sistema que vai captar a água da chuva. “Com a ajuda dos professores e de um pai de aluno que vai ajudar na instalação, pensamos em ver esse sistema funcionando o mais rápido possível. Todos aqui não veem a hora de aproveitar na prática o resultado do nosso trabalho e colher as hortaliças”, disse Erik. Para ele, trabalhar nesse projeto está sendo um grande aprendizado e uma experiência inédita.
Andrelina adianta que, a partir do resultado do sistema de captação para a horta, a intenção é aproveitar a água da chuva em outros espaços da escola, construindo novos sistemas. A partir daí poderão ser utilizados para a cozinha, para os banheiros, para a limpeza do pátio e outros espaços. “É o projeto educativo que sonhamos. Vai ajudar a economizar e aproveitar a água da chuva, queremos dar o exemplo”, assinalou.

A prática na sala de aula
Quanto uma caixa de 350 litros cheia de água pode ajudar na horta? Essa conta fica para a aula de matemática em sala de aula. “Esse é o intuito do projeto, fazer com que o teórico seja realizado na prática e trabalhar a realidade com os alunos nas aulas de matemática e ciências”, observou a professora Rose Maclaine. O estudante também do 9º ano, Igor Pires, 14, desde o início do projeto da horta mandala, fez questão de participar de tudo. “Não tinha ideia de como era montar uma horta, nem como funciona o adubo feito com compostagem. Aprendemos muito e agora, a nossa expectativa é ver as verduras e legumes na merenda”, comentou.

As ações não param por aí na escola municipal Nazira Anache. A diretora adjunta destaca que os estudantes participam também do projeto de jardinagem e dos latões de lixo com material reciclado que recebem grafitagem. Segundo ela, os jardins estão espalhados pela escola em locais onde até então eram ociosos. Esses espaços ganharam grama, mudas de crisântemos, onze horas e de ipês e foram cercados por pneus, ganhando a atenção dos estudantes. “São projetos que mudaram o jeito dos alunos verem a escola. Eles cuidam das plantas, da limpeza e da conservação. Sabem que são parte da escola, são participativos e isso é muito bom”, destacou.

O projeto conta com a participação dos professores Marinês Adiers (Laboratório de Ciências), Tiago Green de Freitas (Ciências), Magno Benedito dos Santos (Matemática) e Rose Maclaine (Geografia).

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