Com expectativa de filiações de peso, PSDB aproveita boa fase de olho em 2016

O PSDB sul-mato-grossense quer aproveitar a ‘boa fase’ para crescer na próxima eleição. No próximo sábado (20), durante a convenção regional da sigla, nomes de peso devem chegar ao ninho tucano. O atual dirigente, deputado federal licenciado e secretário de Estado de Fazenda, Márcio Monteiro, em visita de cortesia ao Sócio-Fundador do Midiamax. Carlos Eduardo Naegele, falou com a reportagem e adiantou que será reconduzido à função para dar regência às conversações para 2016.

Com presença do governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), as novas filiações e votação da chapa única ocorrerá na Assembleia Legislativa das 8h às 11h. “A chapa contempla lideranças de todo o Estado, vereadores, prefeitos e aqueles que militam, que são mais atuantes”, contou o presidente que peregrinará por todo Mato Grosso do Sul preparando a legenda para o maior número de candidaturas próprias possível.

Políticos de outros partidos se juntarão aos tucanos, alguns para serem postulantes no ano que vem. Além do ex-deputado federal, Marçal Filho (PMDB), os prefeitos de Sonora e Santa Rita do Pardo, Yuri Valeis (PR) e Calcido Dagno (PRP), respectivamente, estão na lista dos que serão filiados sábado. “Tem também gente de Aquidauana, Corumbá, bastante gente mesmo, mas não posso citar todos porque eles vão se filiar só na convenção”, explicou.

O objetivo maior é fortalecer o partido que passou por momentos de tensão em 2002, quando a então candidata a governadora de Mato Grosso do Sul pelo PSDB, ex-senadora Marisa Serrano, foi derrotada no segundo turno por José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. A disputa foi acirrada, com apenas 80 mil votos de diferença. “Foi muito difícil. Naquela época chegamos a ter 24 prefeitos e depois ficamos só com seis”, recordou-se.

Mas agora os ventos são outros. De 2002 para cá a crise partidária foi vencida e em 2012 o papel secundário cumprido nas gestões do PMDB ficou para trás. Azambuja, então deputado federal, entrou no páreo pela Prefeitura de Campo Grande e desestabilizou a concorrência. Ele não obteve vitória, mas ficou em terceiro lugar nas urnas desbancado o PT. Dois anos depois o tucano lançou candidatura ao governo e novamente mudou o cenário previsto.

Desde a última vitória do ex-governador André Puccinelli (PMDB), o senador Delcídio do Amaral (PT) era dado como sucessor do peemedebista. O suposto favoritismo assombrou adversários até o segundo turno da eleição do ano passado quando Azambuja suplantou o PT mais uma vez, tornando-se chefe do Executivo. Embora haja desafios na gestão por conta da crise que abala o Brasil, Monteiro garante que o esforço está sendo redobrado para amenizar o impacto à população.

Planos – Hoje conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MS), Marisa ainda tem o nome ventilado para disputar a prefeitura da Capital em 2016. O dirigente, porém, acha difícil essa possibilidade uma vez que ela teria que renunciar ao cargo para concorrer eleitoralmente. Mesmo assim teceu elogios à correligionária. “Ela sempre esteve à disposição do partido e agora tem mais tempo de cuidar dela mesma”, observou.

 

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