Cidades mais inteligentes

Vicente Troiano (*)

 

A pequena Águas de São Pedro, no interior do estado de São Paulo, participa de um projeto pioneiro de uma grande companhia na área de telefonia e se transformou na primeira cidade 100% digital do país. Lá, os moradores estão integrados com o que há de mais moderno em tecnologia. Entre muitas coisas, eles podem marcar consultas médicas pela internet e até mesmo consultar o desempenho dos filhos na escola pela rede. Na cidade do Rio de Janeiro, uma plataforma de atendimento ao cidadão reúne 42 órgãos municipais. O munícipe conta com mais de 2 mil serviços e informações que podem ser acessados pelo telefone, pela internet ou usando um aplicativo móvel. Esses são apenas dois exemplos de municípios que mostram como a rede mundial de computadores está revolucionando o relacionamento entre os cidadãos e os órgãos públicos nas mais diversas esferas.

 

E é apenas o começo de uma grande mudança em governos, empresas e demais organizações. Num passado recente, precisávamos ir até a recepção de um órgão público, passar pelo atendimento e preencher uma série de documentação, que recebia diversos carimbos, conforme o caso. Aos poucos, essa realidade vai se transformando e já emitimos nota fiscal eletrônica, entre muitos outros documentos, pela internet.

 

As mudanças vão deixando o passado de lado e mostram os primeiros sinais de como será o nosso futuro em relação aos órgãos públicos. Na maioria dos casos, essas transformações são mais perceptíveis em empresas privadas. Mas, mais dia ou menos dia, elas chegarão aos mais longínquos municípios brasileiros. As mudanças que a tecnologia vem proporcionando vão alterar profundamente nosso ambiente de trabalho, a forma como trabalhamos, e as nossas relações com empresas, clientes, instituições públicas, entre outras corporações. Esse novo modelo implica em maior flexibilidade no relacionamento graças às conquistas das novas tecnologias digitais como a nuvem, dispositivos móveis e internet.

 

Isso resulta na ampliação significativa de mais informações, obrigando cada vez mais buscar a Governança da Informação (da sigla em inglês IG). A oferta de serviços pela rede mundial de computadores e o acesso do cidadão aos dados públicos devem ser determinados por um plano estratégico que garanta a expansão dessa base de dados de forma segura e organizada.

 

Assim como no modelo privado, os serviços públicos devem ter a segurança como quesito essencial para a sua sobrevivência, protegendo os dados relevantes de milhões de cidadãos. Por isso, o mercado oferece soluções nos mais diversos níveis desde a guarda segura de documentos digitalizados até mesmo o seu acesso para os mais variados públicos, por exemplo, com centrais espalhadas pelo mundo capazes de restaurar instantaneamente arquivos, garantindo um backup seguro em nuvem e de acordo com a sua demanda.

 

As possibilidades com as novas tecnologias chegaram para ampliar fronteiras e garantir aos munícipes o exercício da sua cidadania nos destinos da sua cidade.

 

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