Advogado preso por tráfico diz que comprava droga para ‘consórcio’ de amigos usuários

Ele foi ‘dedado’ em boca de fumo e está suspenso na OAB-MS

 A droga e o material apreendido foram encaminhados para a Denar (Arlindo Florentino)
  • O servente de pedreiro Fábio da Silva, 32 anos, conhecido como ‘Borracha’, e o advogado João Maria Ribeiro dos Santos, de 60, foram presos em flagrante por tráfico de drogas. Uma adolescente de 16 anos também foi apreendida. João Maria apresentou explicação para todas as irregularidades flagradas e chegou a dizer que comprava a droga para consumo por um ‘consórcio’ de amigos usuários.

Segundo consulta no website da OAB-MS (Seccional Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil), ele está com o registro profissional suspenso até o próximo dia 29 de junho.

Uma equipe da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) recebeu uma denúncia anônima de que na Rua Coata, no Jardim Montevidéu, região norte da cidade, funcionava uma boca de fumo.

Por volta das 10 horas, os investigadores se deslocaram até o local e perceberam grande movimentação. Na residência encontraram Fábio e a garota que é prima dele. A equipe encontrou na casa um prato, uma colher, uma peneira e pequena quantidade de maconha, configurando manipulação de drogas.

Fábio disse que quem fornecia o entorpecente era um homem morador do Bairro Taquaral Bosque. Os investigadores se deslocaram para o endereço informado por Fábio. Ao chegar à residência encontraram João Maria que se identificou como advogado.

Foi feita busca no imóvel e foram encontradas 1.912 gramas de maconha, divididos em dois tabletes, um revólver calibre 38, munições de calibre 38, 380 e 9 mm, bem como, um televisor embrulhado em um cobertor escondido no canto da casa, colete a prova de balas e uma espingarda de pressão.

Fábio alegou aos investigadores que é usuário de drogas. Já o advogado disse que o entorpecente estava na casa dele porque faz parte de um consórcio de amigos que compram drogas para consumo.Segundo João Maria, as armas era de um filho dele que foi assassinado e que não iria se desfazer delas. Já as munições eram porque estava interessado em comprar o armamento, mas acabou desistindo e então as deixou guardadas. O colete era porque o filho tinha um posto de combustíveis, e pertencia ao segurança.

Os dois foram presos em flagrante e encaminhados com a maconha para a Denar. A adolescente foi apreendida e conduzida para a Unei (Unidade Educacional de Internação). O advogado já tem passagem por tráfico.

O delegado titular da Denar, Rodrigo Guiraldelli Yassaka, não acreditou na versão apresentada e autuou a dupla por tráfico de drogas.

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