Ministro da Saúde admite epidemia de dengue em MS e em mais seis Estados

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, admitiu que o Brasil está enfrentando uma epidemia de dengue e incluiu Mato Grosso do Sul na lista dos sete Estados que vivem “situação epidêmica”, levando-se em conta os números da doença e os critérios previstos pela OMS (Organização Mundial de Saúde). O Estado é o quarto na lista das unidades com maiores índices, tendo 462,8 casos por 100 mil habitantes, em ranking liderado por Acre (1.064,8 casos por 100 mil habitantes); Goiás (968,9); e São Paulo (911,9); e que inclui ainda Tocantins (439,9); Rio Grande do Norte (363,6); e Paraná (362,8).

A confirmação da situação de epidemia foi feita durante entrevista do ministro na tarde de segunda-feira (4). “Nós temos 745.957 casos até o dia 18 de abril e sabemos que esse número aumentará. O Brasil vive uma situação de epidemia”, afirmou Chioro, conforme publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a mesma fonte, ainda faltam dados sobre a segunda quinzena de abril e os primeiros dias de maio, justamente o período previsto para ser o pico da doença. O ministro deixou claro que não deve adotar medidas emergenciais para conter a doença. “Isso não muda absolutamente nada o plano de contingência e a estratégia de controle”, disse.

Os atuais números da SES (Secretaria de Estado de Saúde), inclusive, já são maiores que os citados pelo ministro. O boletim epidemiológico mais recente, compreendendo o período entre 19 e 25 de abril, aponta 675,1 casos por 100 mil habitantes.

O levantamento da SES mostra que no período informado foram registrados 1.068 notificações. Ao todo, são 17.467 suspeitas apenas neste ano.

Apesar do índice de notificações, a assessoria de comunicação da SES afirma que a coordenação de Controle de Endemias e Epidemias do Estado considera que Mato Grosso do Sul está com a situação sob controle. Oficialmente, portanto, o governo estadual não admite que a situação é de uma epidemia de dengue.

Ainda conforme o mesmo levantamento, 38 municípios registraram altos índices da doença, entre eles destaca-se Campo Grande, com 3.524 notificações, considerando o número de 832.350 habitantes, o que resulta em incidência de 423,4 casos. Além da Capital, Ivinhema, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, São Gabriel do Oeste e Três Lagoas também estão em estado de alerta.

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) descarta a possibilidade de epidemia em Campo Grande. A assessoria de comunicação ressalta que é importante que cada morador realize as medidas necessárias para evitar a procriação do mosquito Aedes aegypti,e garante que os trabalhos do Centro de Controle de Endemias, como mutirões de limpeza, borrifação (fumacê) e conscientização da população continuarão sendo realizados.

A assessoria de comunicação da Sesau ressalta que no último mês foram 1.232 notificações, no entanto, alega que não há como especificar o número de casos confirmados e enfatizada que não foram registrados óbitos na Capital.  fonte midiamax

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