Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem recupera credencial mundial

O Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) foi reacreditado pela Agência Mundial Antidoping (WADA, em inglês) no fim da manhã desta quarta-feira (13.05). O anúncio foi feito durante reunião do Conselho de Fundadores da entidade, em Montreal, no Canadá, e contou com a presença do ministro do Esporte, George Hilton, e do secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurélio Klein.

“A recuperação da acreditação é o resultado de um esforço considerável do governo federal e faz parte da preparação do nosso país para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. O sistema antidoping será um dos principais legados, mas ainda faltam alguns passos complementares para manter o nível de excelência na garantia de jogo limpo no esporte. Nós vamos lutar para implementá-los o mais brevemente possível. Estes pontos são a criação de um tribunal de apelação e o empoderamento da ABCD como única responsável pelo controle de dopagem no Brasil”, avaliou o ministro George Hilton. “São questões que a WADA nos apresentou como essenciais e vamos caminhar nessa direção.”

O laboratório passa a ser o 34º do mundo acreditado pela WADA – um laboratório da Turquia também teve a reacreditação confirmada nesta quarta – e é o segundo na América do Sul (o outro fica em Bogotá, na Colômbia).

O processo de reacreditação começou em 2014, ano em que o LBCD inaugurou sua nova sede na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O prédio foi construído graças ao investimento de R$ 134 milhões do governo federal. Foram R$ 106 milhões do Ministério do Esporte e R$ 28 milhões do Ministério da Educação. Além disso, o Ministério do Esporte investiu outros R$ 54 milhões para a compra de equipamentos, materiais e para a operação do laboratório.

Sem a acreditação do LBCD, perdida em 2013 por conta da defasagem de equipamentos, que não conseguiam realizar as análises conforme os padrões exigidos pela WADA, o Brasil tinha que enviar amostras para outros laboratórios reconhecidos pela entidade, como os de Bogotá, Los Angeles e Barcelona. Além de aumentar o custo dos exames, o processo era muitas vezes inviabilizado por conta da distância e do tempo que era necessário para que as amostras chegassem aos laboratórios.

“A partir de hoje, o LBCD passa a poder receber as amostras e fazer a análise, o que significa que muito rapidamente as próprias análises da ABCD, que hoje mandamos para os outros laboratórios, poderão ser enviadas para o Rio de Janeiro. É um privilégio que apenas 30 países têm”, comemorou Marco Aurélio Klein.

Confira também

Copa Assomasul realiza última etapa da 1ª fase no sábado com 6 equipes em busca da classificação

A última etapa da 1ª fase da Copa Assomasul será realizada no sábado (02), no …