Fuga frustrada termina com quatro presos feridos a tiros na Máxima

Ao contrário do que chegou a ser informado inicialmente, não houve mortos durante tentativa de fuga no EPSM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima), em Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (8). No entanto, há a confirmação de que quatro detentos foram feridos a tiros.

Sabe-se, até o momento, que pelo menos um preso foi flagrado tentando fugir e, na confusão, ele e os demais foram feridos por homens que faziam a guarda do presídio. Não há detalhes sobre quem seriam estes servidores, se policiais militares ou agentes penitenciários, por exemplo.

Os quatro feridos foram identificados como Waldiney Santos de Souza, Renato Nunes Gonçalves, Wesley Henrique dos Santos e Itamar dos Santos Pinto. Eles seriam das alas A e B do Pavilhão 2 da unidade, onde cabem 900 presos e, atualmente, estariam 1.220, segundo o Sinsap/MS (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul).

Foi o mesmo sindicato quem informou, inicialmente, que havia dois mortos e quatro feridos na tentativa de fuga. Horas depois, a própria assessoria da entidade retificou a informação.

Consta que os presos teriam aberto um buraco nas celas que deram acesso ao pátio e, antes de chegar ao alambrado, foram vistos pela guarda, que deu a ordem de parada. A advertência não foi obedecida e os detentos foram atingidos por tiros.

Uma confusão se iniciou no local e a Polícia Militar foi chamada. Além disso, o Corpo de Bombeiros e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) também foram acionados.

De acordo com informações de socorristas no local, um dos presos foi ferido na nuca e nas costa, outro na perna, um terceiro no abdome e o quarto no pulso. Eles foram levados para a Santa Casa.

Também não há informações sobre o tamanho do buraco, número de presos que estavam nestas celas danificadas, quanto tempo para que elas sejam arrumadas e o custo ao dano do patrimônio. Até o fechamento deste texto, a direção do presídio e a Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário) ainda não haviam se manifestado sobre o ocorrido.

Dia das Mães

O fato ocorreu a poucos dias do Dia das Mães, data que o policiamento começa a ser reforçado no complexo penitenciário, pois o número de visitantes chega a triplicar. A última rebelião ocorrida nesta época foi em 2006, onde um detento foi decapitado.

* texto editado às 12h00 para atualização de informações

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