Dourados pede mais apoio do Estado para zerar filas por exames e cirurgias

Responsável pela saúde de 800 mil habitantes de 32 municípios, a cidade de Dourados cobra mais apoio do governo de Mato Grosso do Sul para melhorar os atendimentos já oferecidos e ampliar os procedimentos disponíveis. O objetivo é acabar com a fila de espera por exames e cirurgias e ao mesmo tempo reduzir o gasto com serviços contratados de empresas particulares, bem mais caros que aqueles feitos na rede pública.

Além de várias reuniões realizadas desde janeiro com os gestores da saúde estadual e com representantes diretos do governo do Estado, sempre com apoio dos deputados estaduais que representam a cidade, o secretário de Saúde de Dourados, Sebastião Nogueira, tem encaminhado seguidos ofícios ao governador Reinaldo Azambuja e ao secretário estadual da pasta, Nelson Tavares, solicitando equipamentos e instrumentos para que exames e cirurgias, principalmente as eletivas, sejam feitas na rede pública.

“Desde que assumimos a missão dada pelo prefeito Murilo, não medimos esforços para resolver os principais problemas da saúde pública de Dourados, que não atende apenas douradenses, mas milhares e milhares de pacientes de vários outros municípios da região. Avançamos muito, principalmente com o Hospital da Vida, a UPA 24 horas e com a central de regulação, mas muito ainda precisa ser feito e zerar as filas de espera por cirurgias e exames é o nosso desafio”, afirmou Sebastião Nogueira.

Segundo ele, tanto o secretário Nelson Tavares quanto o governador tem demonstrado interesse em apoiar Dourados a melhorar o serviço de saúde. “Sempre fomos muito bem recebidos pelo governador e o secretário estadual de Saúde. Temos também total apoio dos deputados José Carlos Barbosa, Zé Teixeira, George Takimoto e Renato Câmara. Estamos confiantes que medidas serão tomadas para ampliar os serviços de saúde à população”, disse o secretário douradense.

MAIS ESTRUTURA
Uma das várias providências que vêm sendo tomadas é solicitar do Estado apoio para melhorar a estrutura da saúde em Dourados e dessa forma ampliar o atendimento à população. Em ofício encaminhado ao governador Reinaldo Azambuja em 10 de abril deste ano e ratificado nesta semana, o secretário Sebastião Nogueira solicita prioridade ao projeto de adequação física da “Unidade Tipo A” para funcionamento do Complexo Regulador, do CEO III (Centro de Especialidades Odontológicas) e do Samu (Serviço Móvel de Urgência).

Sebastião Nogueira lembra que o projeto de reforma e ampliação da unidade foi apresentado em 2013 ao Ministério da Saúde, para ser incluído no Qualisus Rede – Eixo Estruturante- “Fortalecimento das Redes de Atenção a Saúde”. O projeto arquitetônico encontra-se com a Agesul desde 2014.

No ofício, ainda sem resposta por parte do Estado, o secretário pede que o projeto seja tratado como prioritário na destinação de recursos financeiros provenientes de emendas parlamentares futuras, bem como investimentos de fontes do tesouro estadual para o município de Dourados.

“O Samu de Dourados é responsável pela regulação pré-hospitalar móvel de urgência para os municípios de Nova Andradina, Naviraí, Ponta Porã e Mundo Novo. De maneira semelhante o CEO, bem como o complexo regulador, também tem caráter regional e requerem estruturas físicas adequadas às demandas, que atendem cerca de 800 mil habitantes. Todos os serviços citados atualmente funcionam em prédios alugados, sem estrutura adequada para atendimento de qualidade”, afirma o documento.

EQUIPAMENTOS
Ao secretário estadual de Saúde, Nelson Tavares, Sebastião Nogueira solicitou fornecimento de equipamentos médicos hospitalares para serem instalados no Hospital da Vida, PAM (Pronto Atendimento Médico), UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e no hospital que está em fase de implantação para a realização de cirurgias eletivas.

A lista tem 877 equipamentos, entre eles aparelhos de raio-X, ultrassom, aparelho de videolaparoscopia, de densitometria óssea, colposcópio, tomógrafo, estetoscópios e centenas de outros itens, como veículos, camas hospitalares, microscópios e um aparelho de ressonância magnética nuclear.

Outra lista tem 4.726 produtos de instrumentos cirúrgicos, como pinças, tesouras, cabos de bisturi e caixas cirúrgicas completas, muitas para serem usadas em procedimentos ortopédicos. “Precisamos de todos esses equipamentos e instrumentos para ampliar o acesso da população aos métodos de diagnósticos e, consequentemente, aumentar a resolutividade dos nossos serviços”, afirmou Sebastião Nogueira.

HOSPITAL REGIONAL
Além da preocupação em equipar as unidades de atendimento existentes, a Secretaria de Saúde de Dourados vê como prioridade a construção do Hospital Regional, cujas obras foram iniciadas no final do ano passado e paralisadas em janeiro por decisão do atual governo.

Ao governador Reinaldo Azambuja, o secretário de Saúde pediu a retomada e conclusão da obra. “O Hospital Regional irá contribuir para melhorar o atendimento aos pacientes dos 33 municípios aqui atendidos.Os recursos financeiros disponíveis são insuficientes para investimentos em estrutura física. Atualmente os prédios públicos não possibilitam espaços adequados, sem contar o déficit de leitos para atendimento hospitalar, apontado em relatórios técnicos elaborados pelo Componente Municipal de Auditoria”, afirma o documento encaminhado ao governador.

A falta dessa estrutura, conforme o secretário, colabora com a fragilização da qualidade da atenção hospitalar pública, uma vez que a demanda é sempre maior que a oferta. Atualmente o município trabalha para colocar em funcionamento no prédio onde funcionava um antigo hospital da cidade um centro para cirurgias eletivas. As providências estão sendo tomadas, mas para a ativação depende do apoio do Governo do Estado.

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