Docentes da UFGD iniciam greve e deixam 10 mil universitários sem aula

Pelo menos 500 docentes da maior universidade pública do interior de MS paralisaram atividades hoje; administrativos param amanhã

Helio de Freitas, de Dourados

A onda de greve já chegou à maior universidade pública do interior de Mato Grosso do Sul. Pelo menos 500 docentes da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) aderiram à paralisação de professores de instituições federais de ensino iniciada em todo o país nesta quinta-feira.

De acordo com o presidente da ADUF (Associação dos Docentes da Universidade Federal) Dourados, Fábio Perboni, a greve deixa sem aula pelo menos dez mil universitários, entre alunos de graduação, pós-graduação e dos cursos à distância.

Segundo Perboni, as reivindicações nacionais dos docentes fazem parte de cinco eixos – defesa da universidade pública, condições de trabalho, autonomia das universidades, valorização salarial de ativos e aposentados e reestruturação da carreira dos docentes.

Cada eixo tem uma série de reivindicações. “Quando falamos de defesa da universidade pública, estamos lutando contra a possibilidade de terceirizar o trabalho dos docentes. Se isso ocorrer vai desmontar o modelo de universidade pública que tem hoje. No eixo de valorização salarial, reivindicamos a reposição das perdas inflacionárias, definida inclusive do último acordo, feito na greve de 2012”, afirmou Perboni ao Campo Grande News.

Segundo ele, naquele ano foi feito um acordo com o governo federal para uma reposição de 15,8% em três parcelas, a serem pagas em 2013, 2014 e 2015. “Agora queremos um novo acordo para a reposição, só que até o momento o governo não apresentou nenhuma proposta efetiva e nas várias reuniões realizadas após a greve de 2012”.

Administrativos – Amanhã, pelo menos 950 técnicos administrativos da UFGD e do HU (Hospital Universitário) também entram em greve. A decisão foi tomada terça-feira desta semana. Entre os técnicos estão funcionários dos setores administrativos da universidade e do hospital e profissionais de nível superior, como médicos e enfermeiros.

Os administrativos reivindicam reposição salarial de 27,3%, redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem diminuição de salário, suspensão dos cortes orçamentos das instituições de ensino, fim da terceirização e melhoria de outros benefícios, como auxílio-alimentação.

Protesto na praça – Amanhã às 9h, os servidores da UFGD participam, na Praça Antonio João, no centro de Dourados, da mobilização nacional convocada pelas centrais sindicais para protestar contra a terceirização e o ajuste fiscal.

Também vão participar os cerca de 3.500 professores e administrativos da Rede Estadual de Ensino na cidade. Servidores da educação municipal devem engrossar a mobilização, já que as escolas do município comunicaram hoje aos alunos que amanhã não tem aula.

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