Direção da Santa Casa vai à Assembleia Legislativa detalhar crise

O vice-presidente da Santa Casa de Campo Grande, Esacheu Cipriano Nascimento, deve explanar hoje (6), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a situação de crise vivida pelo hospital.

A unidade suspendeu o atendimento ambulatorial de média complexidade, o que vai afetar quase cinco mil usuários que buscam esse tipo de atendimento mensalmente. A paralisação no atendimento se deu em virtude do impasse entre governo do Estado e prefeitura de Campo Grande, com relação ao vencimento do contrato de prestação de serviços entre o município e a unidade hospitalar para o atendimento aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde).

A deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB), presidente da Comissão de Saúde da Casa, anunciou hoje a visita do membro da diretoria da Santa Casa, após receber telefonema onde Esacheu pede ajuda das autoridades do Estado na intermediação do processo e espaço para expor a verdadeira situação do hospital.

“O que a direção da Santa Casa quer é que esta Casa abra as portas, e estamos aqui para isso, ouvir e intermediar a questão”, ressaltou a parlamentar.

Em reunião na última quinta-feira (30), a prefeitura de Campo Grande propôs repassar mensalmente R$ 4 milhões a partir de julho, contanto que a secretaria estadual de Saúde também efetue aporte financeiro ao município para que este consiga pagar integralmente o hospital pelos serviços prestados.

Mara explicou que o governo do Estado determinou a criação de uma comissão para avaliar qual o passivo do hospital, ou seja, quanto custa hoje para manter toda a estrutura funcionando. “Acho certo que o governo queira compreender o funcionamento da Santa Casa, para só então bater o martelo e dizer com quanto pode colaborar”, detalhou.

Dessa forma, o impasse ainda prossegue, uma vez que o município afirma que vai pagar R$ 3 milhões mensais, destinando R$ 2 milhões para os procedimentos de média complexidade e R$ 1 milhão para os de alta complexidade.

De acordo com a direção da Santa Casa, o mínimo que a instituição pode aceitar é R$ 4 milhões, sendo R$ 3 milhões para os procedimentos de média complexidade e R$ 1 milhão para os de alta complexidade. Esse valor, conforme a diretoria da entidade, é necessário para que os trabalhos e atendimentos tenham prosseguimento, com a perspectiva de zerar o déficit financeiro hoje existente.

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