Dengue não foi a causa da morte de professor anastaciano

A Secretária Municipal de Saúde de Anastácio, Dra. Marlene Calos da Silva, disse, esta semana, que os últimos exames, incluindo a autópsia, do professor Jucinei de Almeida Pereira (40) descartam completamente a dengue como “causa mortis”. Os médicos ainda não descobriram a origem do AVC que tirou a vida do professor anastaciano que era coordenador das Escolas Pantaneiras de Aquidauana. Contudo, a dengue hemorrágica foi completamente descartada, desfazendo a suspeita a princípio levantada na Santa Casa de Campo Grande onde o professor foi a óbito no último dia 28 de abril.

O número de morte por dengue em Mato Grosso do Sul tem aumentado e este ano chega a seis casos confirmados na Capital e mais quatro no interior, sendo dois em Sonora, um em Corumbá e outro em Paranhos. Além dessas, outras quatro mortes suspeitas de dengue em MS estão sendo investigadas pela Secretaria Estadual de Saúde (dois casos em Três Lagoas, um em Juti e um em Aparecida do Taboado).

Conforme a SES, de janeiro de 2015 até quarta-feira (6) foram registrados 19.187 casos suspeitos da doença no Estado. O número já representa quase 10 mil casos a mais do que todo o ano de 2014, quando foram notificados 9.256 casos.

O CASO DO PROFESSOR – Com forte dor de cabeça e vômito, Jucinei fora internado de 19 a 22 de abril no Hospital Funrural de Aquidauana. Depois de receber alta chegou em casa com dores e sofreu desmaios, sendo levado desta vez ao Hospital Regional do município, onde foi direto para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Os resultados preliminares dos exames na sexta-feira (24) diagnosticaram dengue hemorrágica, e, na segunda (27) uma tomografia mostrou grave hemorragia, fato que provocou sua transferência imediata para a Santa Casa de Campo Grande. Ali, o coágulo no cérebro se revelou como resultado de um AVC (Aneurisma Vascular Cerebral), mas não associado à dengue, conforme os últimos exames.

Apesar da proliferação da dengue que deixa 38 cidades em situação de epidemia (incidência acima de 300 casos por 100 mil habitantes), Anastácio e Aquidauana têm a doença sob controle. Durante os dois últimos meses, a secretaria de saúde de Anastácio vem fazendo intensa campanha de combate ao mosquito aedes aegypti. “Sem querer justificar a dificuldade do nosso trabalho preventivo, convém ressaltar que, apesar do esforço das autoridades e de boa parte da população para manter a cidade limpa, temos contra nós um grande número de proprietários de imóveis que deixam seus terrenos sujos e abandonados, assim como temos pessoas que não limpam seus quintais, contribuindo para a procriação dos mosquitos transmissores de dengue e de outras doenças” – desabafou um funcionário da Secretaria de Saúde de Anastácio.

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