Comissão de Saúde da AL-MS intermedia acordo entre prefeitura e médicos em greve

A deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB), presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, comandou reunião entre representantes da prefeitura de Campo Grande e Sindicato dos Médicos, categoria que está em greve há 20 dias.

“Trouxemos essa discussão para esta Casa na tentativa de encontrar o consenso, que já penaliza nossa comunidade há quase um mês. O que queremos é que o município se posicione e os atendimentos sejam retomados com urgência”, afirmou a parlamentar.

A greve dos médicos começou no dia 11 de maio por vários motivos, incluindo o corte nas gratificações, que reduziram os salários dos profissionais em quase 50%. Agora, já com os impostos descontados, a remuneração por 20 horas de trabalho não chega a R$ 2 mil.

O corte de gratificações foi aplicado no fim de abril pela prefeitura, como forma de conter gastos com a folha de pessoal.

A prefeitura conseguiu liminar no Tribunal de Justiça determinando a volta da categoria ao trabalho. No entanto, o movimento continuou, mantendo 30% do pessoal atendendo com prioridade os casos de urgência e emergência.

Os médicos alegam que as negociações com a prefeitura começaram há quatro meses, mas nenhuma proposta concreta para as reivindicações foi apresentada.

Durante a reunião desta tarde, o superintendente da Secretaria de Saúde apresentou uma contraposta que promete o retorno do pagamento das gratificações a partir de 1º de junho; pagamento dos atrasados das gratificações em 6 parcelas, a partir de julho; abono dos dias parados, com pagamento das gratificações e produtividades, baseadas em média dos meses de fevereiro, março e abril; cancelamento do processo e perdão da multa determinada pelo Tribunal de Justiça; envio, até setembro deste ano, de projeto de Lei, em regime de urgência, transformando a referência do médico de 15 para 17 e referendando todos os itens anteriores em um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta).

“Acho que o gestor público tem de elencar prioridades, e não vejo prioridade maior que a saúde, que é vida. É nesse sentido que puxamos essa discussão pra cá. É preciso que a saúde sempre seja tratada de maneira diferente das outras pastas. Esperamos que haja acordo e a greve termine”, concluiu Mara Caseiro.

Também participaram da reunião o representante da Fenam (Federação Nacional dos Médicos), Eglif Negreiros, o presidente do SindMed/MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), Valdir Siroma, o presidente da Casa, Júnior Mochi (PMDB), os deputados estaduais Cabo Almi (PT), João Grandão (PT), Lídio Lopes (PEN), George Takimoto (PDT), Renato Câmara (PMDB), Antonieta Amorim (PMDB) e o diretor do Sindicato dos Médicos, Renato Figueiredo, entre outras autoridades.

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