Bancada do PT repudia truculência contra professores no Paraná

A bancada do PT na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul apresentou nesta quinta-feira (30/4) uma moção de repúdio pela truculência com que os professores foram tratados ontem em protesto no Paraná. O líder do partido, deputado Pedro Kemp, condenou a atitude do governador paranaense, Beto Richa, e do presidente da Assembleia Legislativa paranaense, Ademar Traiano, ambos do PSDB, que impediram os manifestantes de acompanhar a votação do projeto que altera o plano de previdência dos servidores estaduais. “Nada justifica esse cenário de violência”, afirmou o parlamentar.

Ontem, cerca de 213 pessoas ficaram feridas em mais de duas horas de confronto com a Polícia Militar, que fez uso de bombas e tiros de balas de borracha para conter os manifestantes. Pelo menos sete pessoas foram presas, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública.

Desde segunda-feira, professores da rede estadual de ensino paranaense se concentravam em frente ao prédio da Assembleia em protesto contra o projeto de lei que promove mudanças no custeio do Regime Próprio da Previdência Social dos Servidores Estaduais (Paraná Previdência). Segundo eles, a proposta não garante aos aposentados o pagamento dos benefícios no futuro.

Violência e covardia – A proposta foi aprovada na quarta-feira (29) e agora segue para sanção do governador. Impedidos de acompanharem a votação da matéria, professores ficaram do lado de fora da Assembleia onde ocorreu o confronto com a polícia. “O Brasil ficou exposto com uma ação de violência e covardia como esta. O que presenciamos no Paraná foi a falta de respeito e compromisso, afinal, o que os professores pedem são reivindicações legítimas, de direito”, argumentou o deputado João Grandão, vice-líder do PT na ALMS.

O deputado petista Amarildo Cruz lamentou a forma como os professores foram tratados. “Foi uma intervenção brutal contra os educadores. O governo tem que governar e está sob responsabilidade dele a ordem. Era possível evitar o que ocorreu por meio do diálogo”, ressaltou. “Temos que condenar o excesso e repudiar o ato de confronto até porque não tinha bandido lá, mas professores lutando pelos seus direitos”, completou.

Confira também

Prefeitos decidirão sobre Carnaval, diz governador

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), declarou nesta sexta-feira (26), que …