Assembleia adere ao movimento Maio Amarelo por um trânsito melhor

A Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul aderiu desde a segunda-feira (11/5) ao movimento Maio Amarelo, que tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

A Assembleia Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. Segundo dados oficiais apresentados pelo site do movimento, são cerca de 3 mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas e atualmente a 9ª maior causa de mortes no planeta.

Os acidentes de trânsito são responsáveis pelo maior índice de mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos, ainda de acordo com o site do movimento. Além disso, os dados mostram que, atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Se nada for feito, a Organização Mundial de Saúde estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos.

Para evitar o cenário preocupante, o objetivo do Maio Amarelo é obter uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil na intenção de colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, com atividades voltadas à conscientização, ao amplo debate das responsabilidades e à avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão, dentro de seus deslocamentos diários no trânsito.

Mato Grosso do Sul – Na opinião do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi (PMDB), o principal é conscientização das pessoas para a prevenção.

“Os acidentes já viraram epidemia. Levantamos que cerca de 50% das despesas dos hospitais de alta complexidade são despendidos com pacientes com traumas por acidentes no trânsito. Precisamos garantir a segurança para a preservação da vida, mas também para poder utilizar esses recursos em outras áreas da Saúde”, ressaltou o presidente.

Em Mato Grosso do Sul o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) já promoveu em Campo Grande o “De bike para o trabalho”, em 6 de maio, com dicas de segurança aos participantes e manutenção dos itens das bicicletas como freio, câmbio, corrente, coroas e condição do pneu.

Outra ação ocorreu no dia 12, pelo GGIT (Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito), em parceria com a Associação Beneficente de Reabilitação, o Ministério Público Estadual e o movimento nacional.“Essa vaga não é sua nem por um minuto”, abordou motoristas e pedestres e distribuiu material informativo sobre o respeito às vagas especiais.

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