Vaccari determinou que parte de propina fosse paga a gráfica, diz juiz

 

Camila Bomfim Da TV Globo

O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na Justiça Federal, escreveu no despacho de prisão de João Vaccari Neto que o tesoureiro do PT determinou que parte das propinas no esquema de corrupção na Petrobras fosse paga a uma gráfica sediada em São Paulo. Moro escreveu ainda que, segundo levantamento efetuado pelo Ministério Público Federal, “há ligações entre a Editora Gráfica Atitude e o Partido dos Trabalhadores, o que pode explicar a solicitação de João Vaccari da realização de repasses para a referida empresa”.

Na decisão, Moro cita depoimento de Augusto Ribeiro, dirigente da SOG/Setal, segundo quem Vaccari era um dos operadores da propina que empreiteiras pagavam no esquema de corrupção dentro da Petrobras. Segundo o depoimento citado por Moro, Ribeiro afirma que parte da propina era paga “mediante doações oficiais ao Partido dos Trabalhadores, realizadas a pedido de Renato Duque [ex-diretor de Serviços da Petrobras] e intermediadas por João Vaccari Neto”.

No depoimento de Ribeiro, ele afirmou ainda que foi orientado por Duque a “algumas vezes” conversar com Vaccari “para acertar a realização de doações oficiais”. Ainda segundo a fala do executivo, em algumas oportunidades tesoureiro pediu a Ribeiro que “ao invés da realização de doações ao Partido dos Trabalhadores, contribuísse com pagamentos a Editora Gráfica Atitude, sediada em São Paulo (SP)”.

De acordo com o depoimento do executivo da SOG/Setal, Vaccari solicitou que fossem efetuadas “tais contribuições ao Partido dos Trabalhadores mediante pagamentos a Editora Gráfica Atitude, cada uma delas nos anos de 2010, 2011 e 2013”.

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