Rádio e TV Educativa: R$ 12 milhões para audiovisuais têm prazo até 26 de abril

A Rádio e TV Educativa realizaram na segunda-feira oficina para capacitar produtores culturais, cineastas, jornalistas e publicitários e esclarecer detalhes da Chamada Pública do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro das TVs públicas, que neste ano vai destinar R$ 60 milhões para os conteúdos selecionados. Segundo Lidiana Reis, representante da Agência Nacional do Cinema (Ancine), os profissionais têm até o dia 26 de abril para inscrever projetos. “São cinco chamadas públicas regionais da linha de produção de conteúdos do Programa Brasil de Todas as Telas”, afirmou.

Os recursos disponibilizados são do Fundo Setorial do Audivisual. De acordo com a Ancine, os investimentos fomentarão a produção de 103 obras audiovisuais brasileiras independentes. Para a região Centro Oeste os recursos vão financiar a produção de conteúdo em 20 áreas temáticas. “O objetivo é a regionalização da produção de conteúdos audiovisuais independentes para destinação inicial aos segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural”, destaca o diretor da RTVE, jornalista Bosco Martins.

Hoje são 218 emissoras e canais de programação do campo público com vocações de produções regionais de 1.440, empresas produtoras independentes. A nova linha de financiamento busca atender a demanda de programação para os públicos infantil, jovem e adulto, sob a forma de 90 obras seriadas (ficção, animação e documentários) e 13 não seriadas (documentários).

O perfil das obras foi está definido nos editais. Podem apresentar projetos as empresas produtoras brasileiras independentes registradas na Ancine que tenham sede na região em que se inscreverem, por no mínimo dois anos, ou comprovada atuação de sócio nesta região, por igual período.

“Os interessados devem preencher e finalizar a inscrição eletrônica disponível no site do BRDE e enviar a documentação requisitada no edital em envelopes lacrados, entregues por portador ou por serviço de encomenda registrada, para o escritório regional correspondente. Os projetos inscritos precisarão observar obrigatoriamente as descrições das propostas de programação definidas no Anexo B de cada um dos editais”, esclareceu a representante da Ancine, Lidiana Reis.

Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, é “uma excelente oportunidade de oxigenação da programação das emissoras públicas”. A primeira licença das obras que compõem a programação será destinada para exibição inicial pelos canais universitários, comunitários e educativos, de forma não onerosa, pelo período de 1 ano, com exclusividade de seis meses. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) distribuirá a programação que tem estreia prevista para o segundo semestre de 2016.

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