Primeira-dama Andréia Olarte apoia trabalho da Fundação Casa

O Centro de Apoio Social e Acompanhamento – Fundação Casa, sob a direção de Almir Machado Guimarães, há aproximadamente 15 anos luta pelos direitos e qualidade de vida das pessoas com HIV/AIDS.

Na última quarta-feira, no final da tarde, a Fundação Casa com apoio dos “Amigos da Alegria” realizou confraternização de Páscoa com entrega de cestas de ovos de chocolate a cerca de 90 famílias.

O evento teve a participação da primeira-dama da Capital, Andréia Olarte, que transmitiu ao público presente mensagens de otimismo, fé e ressaltou o real sentido da Páscoa. “Fiquei muito feliz e supergrato por este momento ímpar e mega importante.

Quero publicamente agradecer pelo carinho e atenção da primeira-dama Andréia Olarte por fazer-se presente. Sou grato ao grande amigo Valdir Gomes, por ter proporcionado esta decoração linda e claro ao grupo Amigos da Alegria Campo Grande pela doação das cestas com os ovos de chocolate. Sendo assim, conseguimos atender 87 famílias de pessoas vivendo e convivendo com HIV/AIDS, nesta Páscoa”, disse Almir.

Andréia Olarte é uma parceira da Fundação Casa, apoiando a luta pelo bem-estar das pessoas assistidas. Segundo Almir, além da questão da saúde, o trabalho tem foco no social. Hoje a entidade é constituída por 13 pessoas, que entre as lutas empreendidas está a garantia da defesa de direitos.

De acordo com Almir, é necessário ter o entendimento que ter o vírus HIV não é ter Aids, visto que Aids é um quadro infecto parasitário, quando a pessoa já está moribunda, doente, dentro de um leito hospitalar para morrer. Por isso, “a nossa grande preocupação enquanto Fundação Casa é que as pessoas que virem a contrair o vírus HIV jamais desenvolvam um quadro de Aids”.

Para tanto, explicou Almir, é preciso que essas pessoas tenham a garantia do direito ao acesso à medicação, assistência médica e que não precisem ficar dois a três meses aguardando por uma consulta médica. Ele advertiu que ao contrário que a sociedade impõe, não é o soropositivo que oferece risco à sociedade, e sim a sociedade que oferece ao soropositivo, pelo fato deste último ter a imunidade aberta. “Buscamos uma mudança de conceito social, conscientizando que o soropositivo é igual a qualquer pessoa, ele só tem a imunidade aberta”, argumentou.

Gesto de carinho

A confraternização da Páscoa foi definida por Almir como um gesto de carinho. Para ele foi uma alegria ter a presença da primeira-dama no evento. Conforme ele, “Andréia Olarte é uma sumidade de pessoa. Ela sempre nos acolheu desde o primeiro momento, inclusive contamos com o empenho dela quando precisamos de alguma medicação cara que não compõe o quadro da rede”.

Para Almir, Andréia é uma parceira que acredita na proposta de trabalho da Fundação Casa que é defender o direito da pessoa viver, haja vista que “ninguém morre porque tem o HIV, e sim por depressão, desgosto e por perder o seu amor próprio. Por isso, o mais importante é dar carinho para essas pessoas para que possam despertar cada vez mais sua vontade de viver”.

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