Na categoria 4x100m masculino, Brasil corre nas Bahamas para manter a tradição

As provas de velocidades, incluindo os revezamentos, são sempre muito aguardadas em todas competições. Em Nassau, nas Bahamas, a segunda edição do Campeonato Mundial de Revezamentos, nos próximos dias 2 e 3 de maio promete casa cheia.

O Brasil tem grande tradição no revezamento 4×100 m masculino. Em Campeonatos Mundiais, o país subiu no pódio em Paris 2003 (prata) e em Sevilha 1999 (bronze). E, em Jogos Olímpicos, duas medalhas históricas: a de bronze em Atlanta 1996 e a de prata em Sydney 2000.

Nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, o último homem da equipe cruzou a linha de chegada a apenas 9 centésimos de segundo do representante do Japão, ganhador do bronze. Já no PAN de Guadalajara em 2011, o quarteto foi absoluto e conquistou o tetracampeonato (já havia vencido em Winnipeg 1999, Santo Domingo 2003 e Rio de Janeiro 2007).

Na última edição do Mundial de Revezamentos, em Nassau, Bahamas em 2014 a equipe ficou muito perto de conquistar uma medalha quando terminou na quarta colocação. Três dos atletas que correram aquela prova estão novamente no quarteto: Bruno Lins, Aldemir Gomes e Jorge Vides. Também estão no grupo, sob o comando de Paulo Servo da Costa e José Figueiredo, Antonio Cesar Rodrigues, Gustavo Machado dos Santos e Vitor Hugo dos Santos.

Para conquistar a tão aguardada medalha o Brasil terá pela frente, mais uma vez, equipes fortes, caso da Jamaica, que trará Usain Bolt, Bahamas, que competirá em casa, o fortíssimo time norte-americano, que contará com Tyson Gay e Justin Gatlin, Grã Bretanha e Trinidad e Tobago, que ficaram com a prata e bronze em 2014. Além de outras equipes que vem evoluindo na disputa dos revezamentos caso do Japão, França, Alemanha e Canadá.

A técnica de passagem do bastão do Brasil já foi elogiada por diversas outras equipes, e este será mais uma vez o diferencial a favor dos brasileiros. Para Paulo Servo da Costa e José Figueiredo, o grupo está atingindo um nível muito alto neste aspecto. “Estamos chegando perto da excelência no que diz respeito à técnica, mas é muito importante que os atletas continuem evoluindo individualmente”, disse Paulo.

Competindo junto há algum tempo o quarteto masculino mescla experiência e juventude. “O grupo está entrosado, e tem tudo para fazer bons resultados no Mundial e nas próximas competições. Todo cuidado está sendo tomado porque a temporada será longa até o Mundial de Pequim”, continuou o treinador.

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