Maria Lenk 2015 inicia com cinco índices e recorde sul-americano

O Campeonato Brasileiro Absoluto – Troféu Maria Lenk 2015 começou com as mulheres em grande forma, com dois índices pro Mundial de Kazen e três para o Campeonato Mundial Júnior. Na primeira prova do programa, os 200m livre, Larissa Oliveira, do Clube Pinheiros, carimbou passaporte para o Mundial dos Esportes Aquáticos de Kazan, em agosto, e ainda bateu o recorde brasileiro e sul-americano, com 1m58s53. A competição segue até sábado (11).

Larissa superou os 1m59s52, que pertenciam a Manuella Lyrio, também do Pinheiros, desde o Mundial dos Esportes Aquáticos de Barcelona, em 2013. Com 1m58s74, Manuella, segunda colocada na prova da final desta segunda-feira, também fez índice para o Mundial da Federação Internacional de Natação. O tempo a ser batido para o Mundial da FINA era 1m58s93.

“Vim preparada pra cá e pensando em sair feliz. Treino com a Malu e já sabíamos que se acertássemos o que fizemos no treino, o recorde sul-americano iria cair. É muito pela cabeça. E vejo uma galera forte nesta prova, com a Gabi Roncatto, da nova geração, e que também é do Pinheiros. E ainda a Jéssica Cavalheiro e outros que estão surgindo”, disse Larissa.

A final A dos 200m livre feminino teve ainda três atletas com tempos para o Mundial Júnior de Cingapura, que acontecerá em agosto deste ano. Gabrielle Roncatto, do Pinheiros, fez 2m01s68 e melhorou a marca que já possuía. Maria Paula Heitmann, do Minas Tênis, fez 2m02s37 pela manhã e conseguiu baixar um centésimo à tarde, 2m02s36, mas ambas foram superadas por Rafaela Raurich, do Curitibano, que fez 2m01s44 na final B. O índice para o Mundial de Cingapura era 2m03s44. Assim como a competição adulta, no Mundial adulto disputam no máximo duas atletas por prova de cada país.

Nos 200m livre masculino Nicolas Oliveira retornou às provas depois de sete meses parado devido a uma lesão e venceu melhorando o índice que estabeleceu pela manhã. Na final ele marcou 1m47s45.

“Eu queria chegar perto dos meus melhores tempos e estou conseguindo. Fiquei sete meses sem competir. Tive uma lesão séria no cotovelo e estou desde setembro do ano passado sem competir. Então isso é sinal de que o trabalho está sendo feito corretamente. Foi preciso muita adaptação pra eu conseguir voltar e estar competindo agora. Eu sou um cara que sou a favor de ter uma seletiva só pras principais competições. Adoro essa emoção, adrenalina, essa hora da verdade. Olimpíada é assim e a gente tem que estar acostumado”, disse

Nas provas de 100m costas. Guilherme Guido, do Pinheiros, foi o campeão com 54s56. Guido já possuía índice para o Mundial feito no Torneio Open, em dezembro, 53s73. Thiago Pereira, embora não tenha feito o índice é o segundo melhor da prova e já anunciou que deve disputá-la.

“Não é uma prova que eu estou ligando muito. Eu queria era estar dentro da equipe do Pan-Americano porque é uma das provas que eu espero estar brigando por medalha novamente, pois fui campeão nela no Pan de 2011. Infelizmente não fiz o índice, mas fiquei como segundo brasileiro e alcancei também o 4x200m livre. Já são duas provas pro Pan. Vai ter aí uma longa semana. Hoje é só segunda-feira. Estou empolgado e feliz por estar no Minas novamente depois de cinco anos”, analisou.

No feminino, Etiene Medeiros, do Sesi/SP, fez 1m00s61, venceu a prova ficou por pouco distante do tempo para Kazan (1m00s25). Ela também possui tempo para nadar o Mundial feito no Torneio Open, em dezembro de 2014, mas nos 50m costas. “Não estou conseguindo fazer 59s, mas não vou desistir. Eu gostei muito dessa prova. Estou trabalhando muito os detalhes dela, falta alguma coisa, mas está perto. A gente sabe o que aconteceu na prova porque a gente tem um biomecânico lá em cima que sabe todos os detalhes. Entrada, virada… Mas é difícil. Esporte é assim. A gente erra, acerta e vai trabalhando. Vai sair naturalmente”, explicou.

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