Jeferson Bezerra – Radar – 27 de abril de 2015

Foi por medo de avião…
Parece que a famosa música de Belchior, “…foi por medo de avião, que eu segurei pela primeira vez na sua mão…” está produzindo excelentes resultados na prefeitura de Campo Grande. Depois da famosa viagem de jatinho, o prefeito Gilmar “nas nuvens” Olarte pegou na mão do proprietário e resolveu ajudar prá valer. Sexta-feira, dia 17/04 ele prorrogou o contrato nº 357 de 21/09/2009 firmado com a empresa Itel Informática Ltda, dona da aeronave, por mais cinco meses, alegando caráter excepcional, uma vez que a lei de licitações somente permite a prorrogação de contratos de prestação de serviços até sessenta meses, e esse prazo já venceu em 21/09/2014 estando, portanto, sendo prorrogado em caráter excepcional a quase um ano.

Enquanto isso, no estado é a religião que dá o tom…
Enquanto na prefeitura de Campo Grande as prorrogações dos contratos deram o tom na semana que passou, no governo do estado os convênios com entidades filantrópicas de caráter religioso foram as vedetes. A Associação Cristã Pais e Filhos, por exemplo, assinou o contrato nº 27/200.898/2014 com dispensa de licitação no valor de R$ 708.703,60 para serviço de confecção e instalação de móveis em MDF. Chama atenção o valor elevado da contratação, levando-se em conta que se trata de uma entidade sem fins lucrativos.

Desorganização ecológica
Parece que a direção do Partido Ecológico Nacional, PEN, em Mato Grosso do Sul levou a sério o fato de ser uma organização ecológica e assumiu a conduta despojada e não materialista típica dos militantes dos movimentos naturalistas e ecológicos. Na semana que passou, o TRE/MS analisando suas contas de campanha julgou as mesmas como contas não prestadas, uma vez que os ecológicos não abriram conta específica de campanha para movimentar a “bufufa” utilizada na eleição. Assim, sem conta de campanha aberta em instituição bancária, os juízes eleitorais desaprovaram as contas e cortaram os repasses do fundo partidário do PEN aqui em Mato Grosso do Sul.

Sem crise…
Entra governo, sai governo, seja do município de Campo Grande, seja do estado, um segmento continua faturando milhões: as terceirizadas da área de informática. Os valores mensais que são pagos às poucas e eternas empresas que operam no setor impressionam por serem extremamente elevados. Também a subjetividade dos objetos contratados levanta dúvidas com relação a eficiência e moralidade. Por sua especificidade, essa área necessita de uma auditoria permanente por parte do Ministério Público e Tribunal de Contas do estado, sob pena de sepermitir graves problemas para o erário público.

Urucubaca
Parece que Campo Grande está mesmo com uma tremenda urucubaca. Há anos que os escândalos e desgovernos estão sendo fatos corriqueiros na cidade. Denúncias de corrupção e suspeitas de desvio de verbas públicas pipocam por toda a mídia. Inquéritos e mais inquéritos levados a cabo pelo Ministério Público. Golpes e tramoias políticas nos bastidores do poder, e se tudo isso não bastasse, agora estamos acompanhando um tremendo escândalo sexual envolvendo políticos e empresários da cidade. Será que já atingimos o fundo do poço?

Não colou…
Chegou a ser até ingênua a afirmação do Presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, Mario Cesar, de que o vereador envolvido em caso de pedofilia teria sido induzido por uma adolescente de 15 anos a praticar sexo com ela. A julgar pelos comentários que navegaram pelo facebook, ninguém acreditou na conversa. Muitos, em tom irônico, chegaram a dizer que era impossível duas garotas más, de 15 anos, induzirem um ingênuo senhor de mais de 50 anos a praticar sexo. De fato, como diriam os causídicos do nosso estado, a afirmação não é nem um pouco verossímil.

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