Hospital retoma quimioterapia na semana que vem, mas cobra atrasados

O Hospital do Câncer deve retomar até o início da próxima semana o tratamento de pacientes que fazem quimioterapia em Dourados, a 233 km de Campo Grande. O serviço foi suspenso na semana passada devido a atrasos no repasse feito pelo Hospital Evangélico para o Centro de Tratamento de Câncer de Dourados, a empresa terceirizada que utiliza a estrutura do Hospital do Câncer para atendimento de oncologia a pacientes de 35 municípios da região.

Davi Vieira, um dos diretores da clínica, informou ao Campo Grande News que o Evangélico pagou parte dos atrasados na sexta-feira, dia 17. Com esse dinheiro, o centro de tratamento de câncer pode pagar os fornecedores dos medicamentos utilizados na quimioterapia.

Devido ao feriado de ontem, os medicamentos só devem ser encaminhados hoje para Dourados. Como o tempo de transporte é de três dias, os produtos só devem chegar no fim de semana. Demais atendimentos, como consultas e outros procedimentos continuam sendo feitos normalmente no hospital, localizado na Rua Cuiabá.

O médico afirmou que apesar de ter feito o repasse de parte dos valores devidos, o Evangélico ainda não está em dia com a clínica, já que o montante de abril está atrasado. Segundo Davi Vieira, momentaneamente o repasse feito na sexta-feira garante a retomada do atendimento, mas se o valor de abril não for pago logo o atendimento pode ser suspenso de novo.

Na sexta-feira de manhã, a direção da clínica particular afixou um comunicado na entrada do hospital, informando que suspenderia a quimioterapia por falta de medicamentos e que a medida era reflexo do atraso no repasse feito pelo Evangélico. Formada por médicos da cidade, a clínica utiliza a estrutura do Hospital do Câncer, construído há alguns anos no terreno do Evangélico com doações obtidas pela ACCGS (Associação de Combate ao Câncer da Grande Dourados).

A suspensão no atendimento já tinha ocorrido em janeiro deste ano, afetando moradores de Dourados e de outros municípios da região que dependem dos serviços especializados de saúde custeados peloSUS oferecidos na segunda maior cidade do Estado.

Como não possui estrutura para atendimento especializado de saúde, a prefeitura contrata o Hospital Evangélico para prestação de serviços de oncologia, cardiologia e nefrologia (rins). O dinheiro para custear o atendimento vem do Ministério da Saúde e o município repassa ao Evangélico, que por sua vez repassa às empresas terceirizadas contratadas pela instituição para oferecer os atendimentos.

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