Goleiro colorado sofre trauma na cabeça, mas se recusa a deixar campo

Ainda dói para o goleiro Martins lembrar o jogo de volta da semifinal do Campeonato Sul-Mato-Grossense. O arqueiro do Comercial-MS sofreu um trauma na cabeça, no fim de semana, ao se chocar com o jogador do Naviraiense em uma disputa de bola aos 43 do segundo tempo, em Naviraí, quando seu time vencia por 3 a 2. Um dia depois da pancada, as dores permaneciam.

O goleiro colorado foi atendido em campo pelos médicos, mas recusou-se a deixar o gramado na ambulância. Martins não quis assinar um termo alegando não precisar de cuidados. Dois companheiros de time tiveram de assinar como testemunhas da equipe médica.

 

– Estranhei ele pedir para eu assinar, mas não estava enxergando nada. Eu estava tonto ainda, aí comecei a bater na cabeça e joguei água na minha cabeça, e comecei voltar a si – conta.

Pela regra, o árbitro não podia impedir a vontade do goleiro.

– Como não teve sangramento, ele não precisou sair. E pelo procedimento, o médico atendeu, o árbitro esperou todo o tempo necessário para que o atendimento fosse feito e o jogador resolveu assumir o risco – explica.

A permanência do goleiro em campo poderia ter agravado o trauma sofrido, segundo o coordenador-geral do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Eduardo Cury.

– Há uma indicação médica, o médico está solicitando que ele seja transportado. Ele admite que não consegue assinar porque está tonto. Eu acho que ele foi descuidadoso – avalia.

Àquela altura da partida, o Comercial-MS já tinha feito as três substituições. Algum jogador de linha teria de colocar as luvas para encarar os oito minutos de acréscimo dados pela arbitragem. E um empate daria a vaga na final do campeonato ao Naviraiense. Na base do sacrifício, Martins ajudou o Comercial-MS a segurar a vitória e voltar a decidir um título depois de cinco anos.

– Quando o juiz apitou o final do jogo, agradeci muito a Deus porque eu consegui ficar até o final. Agora tenho noção do risco que corri, porque com cabeça a gente não brinca, com saúde a gente não brinca – afirma Martins.

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