Fórum de Políticas de Esporte e Lazer lança carta com reivindicações indígenas

Representantes de 180 etnias de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, mestres e doutores que atuam nas universidades públicas, líderes políticos do Senado, Câmara Federal e da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas, gestores municipais e estaduais e representantes de ministérios envolvidos lançaram no encerramento do 1º Fórum de Políticas Públicas de Esporte e Lazer para os Povos Indígenas, em Cuiabá (MT), uma carta com as reivindicações apresentadas no encontro. O documento é fruto de consenso de quatro dias de discussões sobre políticas públicas de esporte e lazer indígena, e servirá de base para que o Ministério do Esporte viabilize políticas e ações de esporte e lazer em consenso com os entes envolvidos.

Segundo a diretora de Programas Intersetoriais da Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (Snelis), Andrea Ewerton, “o ministro do Esporte, George Hilton, assumiu o desafio de criar o Sistema Nacional de Esporte e construir as diretrizes nacionais de esporte e lazer. O Fórum é uma estratégia de escuta dos anseios da população indígena, para isso se faz necessário manter a continuidade da discussão para garantir o processo de construção de uma política pública permanente de esporte e lazer para os povos indígenas”, afirmou a diretora, que também disse ser necessária a criação de um grupo de trabalho contínuo para avaliar o desenvolvimento e a implementação das ações sugeridas pelos indígenas no fórum, em Cuiabá.

Nos diversos debates apontados pelos quatro eixos temáticos, uma das reivindicações de maior destaque foi a necessidade de demarcação das terras dos povos indígenas, uma vez que, para eles, a implementação das ações propostas é imprescindível para a definição dessa reivindicação. Os indígenas também manifestaram a indignação em relação à PEC 215, a qual, se aprovada, poderá trazer imensos prejuízos ao país, além de ferir o direito a terra, conquistado por eles na Constituição Federal de 1988.

As lideranças apresentaram ainda, questões que envolvem as políticas indígenas, entre elas a organização dos Jogos Mundiais Indígenas em Palmas, ações intersetoriais com a educação e saúde indígena, resgate da cultura, enfrentamento dos casos de alcoolismo e drogas nas aldeias, e as práticas esportivas a serem implantadas nas escolas indígenas, preservando as modalidades tradicionais já existentes, a ampliação dos Programas de Esporte e Lazer da Cidade, Vida Saudável, Segundo Tempo, Esporte da Escola, e a infraestrutura de esporte nas comunidades indígenas. A manutenção na estrutura administrativa do Ministério do Esporte de uma coordenação permanente ocupada por indígenas, que garanta um diálogo transparente, na construção e implementação de políticas de esporte e lazer para os indígenas.

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