Estado de saúde de gêmeas siamesas é grave e separação ainda não pode ser considerada

Gêmeas compartilham o coração e o fígado e estão unidas pelo tórax e abdômen

O médico pediátrico Zacharias Calil, diz que o estado de saúde das gêmeas siamesas que nasceram na tarde dessa quarta-feira (22), no HMI (Hospital Materno Infantil) de Goiânia (GO) é considerado grave e a cirurgia de separação não pode ser considerada. Conforme o pediatra, a mãe das meninas, Vânia Prates Corpórea, de 29 anos, que mora em Campo Grande, não tinha conhecimento sobre o estado de saúde das filhas.

“Ela não cumpriu o pré-natal direito e foi pega de surpresa”, afirma. As irmãs compartilham o coração e o fígado e estão unidas pelo tórax e abdômen e por esta razão o parto teve de ser feito no Estado vizinho, onde receberam atendimento com o especialista, que já cuidou de outros 27 casos de irmãos siameses. Segundo o pediatra, a cirurgia de separação é muito arriscada.

“Elas têm dois corações interligados e com más formações, com comunicação interatrial e comunicação interventricular. Esses órgãos estão e envolvidos por uma única membrana e o sangue se mistura. Uma delas têm dois rim e a outra apenas um. O fígado é único e por tudo isso o quadro é grave, vamos ter de ver como vão evoluir e depois fazer exames. A cirurgia por enquanto é descartável e sem previsão”, explica.

O médico destaca que na maioria dos casos, os gêmeos siameses apresentam piora nas primeiras horas de vida. “Dos 27 que atendi 12 conseguiram fazer a cirurgia de separação porque a maioria morre nas primeiras 24 horas de vida. É imprevisível. No caso delas é necessário ver a evolução. Se conseguiram chegar a um ano de idade com um bom peso, poderemos pensar na cirurgia cardíaca para corrigir os problemas e depois a separação”, declara.

De acordo com o médico o fator mais preocupante no caso das irmãs é a cardiopatia. “O coração é um órgão vital e qualquer alteração paralisa os rins, altera as funções pulmonares e cerebrais, provocam uma série de problemas”, observa. Apesar do estado de saúde das meninas ser considerado delicado, elas ainda não estão sendo medicadas e ainda hoje devem passar a receber alimentação por meio de sonda.

Irmãos siameses – Recentemente o médico atendeu aos gêmeos siameses Arthur e Heitor, de 5 anos. Eles passaram pela cirurgia, no entanto, Arthur não resistiu e morreu. Heitor resistiu, porém, necessita de acompanhamento médico, que segundo o pediatra, deverá ser feito por toda a vida.

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