Escolas e autoridades de Anastácio fazem ato de protesto contra violência

O ato de violência praticado semana passada contra a diretora do Centro de Educação Infantil Jardim Independência por uma mãe de aluno chamou a atenção das autoridades de Anastácio, que, em protesto, mobilizaram-se e promoveram um ato público, para demonstrar seu repúdio contra esse crime e contra todo tipo de violência. A diretora Maria Carmelita da Conceição sofreu agressão física praticada pela mãe de um menino de cinco anos matriculado na escola, onde o mesmo compareceu apresentando marcas de violência doméstica. Após ser informada pela professora e tomar as providências de praxe, com o acionamento do Conselho Tutelar, que levou o caso à delegacia de polícia, a diretora foi procurada pela mãe da criança, que, em visível estado de descontrole emocional, invadiu a direção do educandário e a agrediu, verbal e fisicamente, com requinte de violência. Em ato contínuo, a agressora invadiu com ofensa verbal também a delegacia de polícia, onde foi contida e indiciada.

O caso teve grande repercussão pública e foi amplamente debatido durante o ato de protesto realizado na manhã de quarta-feira, 22, no pátio da Escola Teodoro Rondon, com a presença de professores, diretores de escolas (municipais e estaduais), representantes da Polícia Militar (dois cabos PM), Polícia Civil (delegada Jaíza), secretários municipais, vereador Barbosa e vereadora Maria Vital, e ainda do Vice-prefeito Laércio e do prefeito Douglas Figueiredo. A Secretária Municipal de Educação, Tânia Mara dos Santos, conduziu a reunião, apresentando o protesto da secretaria e de toda a rede de ensino, ato corroborado pelas autoridades presentes.

Após o depoimento da diretora Carmelita, que se disse surpresa com o inusitado acontecimento que a vitimou, o representante da Polícia Militar, Cabo Éverton, falou sobre a preocupação e o trabalho da polícia no combate às drogas e à violência, bem como destacou a atual situação do Pelotão da PM em Anastácio, asseverando que, apesar de esse caso em particular não fazer parte da rotina das ocorrências, há que se registrar que o efetivo policial em Anastácio está defasado em relação ao número de habitantes.

Em seu discurso, o prefeito Douglas declarou sua solidariedade à professora agredida e repudiou veementemente a atitude da mãe do aluno, pedindo às autoridades todas as providências punitivas, para que sirva de exemplo e tranquilize a comunidade escolar. O prefeito conclamou a todos para que nunca aceitem nenhum tipo de violência escolar e que “todos devem, sim, meter a colher nessa briga” – desabafou. Ao final, o prefeito sugeriu que se fizesse um documento desse encontro para ser levado às instâncias superiores, no âmbito estadual, servindo de apelo com o fito de melhorar o policiamento em Anastácio, sobretudo, no que se refere a equipamento e pessoal.

A delegada de polícia de Anastácio, Dra. Jaíza dos Santos Teixeira, fez emocionado pronunciamento, destacando que esse era um caso “anunciado”, devido ao alto índice de violência doméstica que vem ocorrendo na cidade. “As decisões judiciais não vêm sendo cumpridas e a violência tem aumentado silenciosamente em nossa cidade. E o que mais preocupa é o fato de as crianças não terem voz para denunciar as agressões sofridas” – disse a delegada, alertando para que todos se prontifiquem a defender as crianças. Ela exaltou a importância da escola pública e defendeu a urgente criação da delegacia da mulher em Anastácio. E sobre este caso específico a delegada prometeu que, apesar de se livrar do flagrante, a mãe agressora não ficará impune, nem da tortura contra o seu filho, nem da agressão contra a diretora.

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