Envolvido em caso de pedofilia apenas conhecia adolescentes, diz advogado

“Conforme o que meu cliente relatou, não é desse jeito que estão dizendo”. Amilton se refere à acusação de que Fabiano, seu cliente, teria induzido duas adolescentes de 15 anos a saírem com outras pessoas, dentre elas, o vereador Alceu.

“A realidade é que ele [Fabiano] não tem envolvimento nenhum e não pegou dinheiro nenhum de participação de suposta coação do vereador. Ele conhece as menores de idade, isso ele não nega, agora envolvimento com essa suposta coação pelo então Luciano e ex-vereador não e ele não tem nada a declarar”.

Fabiano ainda não foi acusado ou intimado formalmente, segundo o advogado, mas garante que na quarta-feira (22) vai entrar em contato com o delegado responsável pelo caso, Paulo Sérgio Loretto, na Dpca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), para tomar conhecimento sobre o caso.

O caso

A matéria feita pelo Jornal Midimax teve como base o termo de declaração em auto de prisão em flagrante e foram dadas por Bueno, na condição de vítima, na Depca, no mesmo dia das prisões.

Um inquérito aberto na mesma unidade policial, no começo de abril, apontou a existência de um esquema armado para extorquir autoridades públicas mediante o envolvimento sexual delas com adolescentes.

O vereador Alceu Bueno (PSL) disse à polícia ter pago R$ 100 mil para proteger a própria honra e evitar que supostos conteúdos comprometedores, o ligando a envolvimento sexual com adolescentes, fossem levados a público. O pagamento teria sido feito ao ex-vereador Robson Martins e a Luciano Pageu, ambos presos em flagrante por extorsão ao receberem mais R$ 15 mil do parlamentar, na tarde de quinta-feira (16), em Campo Grande.

Segundo o delegado-titular da Depca, Paulo Lauretto, no auto de prisão em flagrante de Robson e Luciano, no inquérito 365/14 até o momento, “restou demonstrado que um homem identificado como Fabiano Viana Otero, também chamado de Fábio, teria induzido as adolescentes (…), ambas de 15 anos de idade, a saírem, dentre outras pessoas, com José Alceu Padilha Bueno, com ele mantendo relações sexuais, e levarem consigo uma microcâmera com a finalidade de futuramente extorquir referida pessoa”.

MIDIAMAX

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