Canoagem: investimentos trazem resultados em curto prazo para o Brasil

Os investimentos nos atletas, equipes técnicas e na estrutura da canoagem brasileira começam a dar frutos em um curto prazo. A nova geração de canoístas conseguiu um resultado histórico para o país ao alcançar seis finais e conquistar uma prata e três bronzes no Campeonato Mundial de Canoagem Slalom Júnior e Sub 23, que terminou neste domingo (26.04) em Foz do Iguaçu (PR). O próprio Canal de Itaipu, local das disputas, integra as ações para o desenvolvimento da modalidade. É lá que a seleção permanente, composta por 24 competidores, treina todos os dias.

“O resultado é surpreendente, até mesmo para os mais otimistas como nós. O Brasil nunca chegou a tantas finais como neste evento. Em 2007, realizamos o Mundial Sênior aqui em Foz do Iguaçu e não conseguimos nem passar perto de uma final. Agora, alguns anos depois, a canoagem passou de um patamar para outro”, comemora Argos Rodrigues, superintendente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).

Ele também atribui o crescimento da modalidade às condições oferecidas no Canal de Itaipu e projeta o legado que será deixado com as Olimpíadas. “Com o canal no Rio de Janeiro, o Brasil terá dois canais artificiais de nível olímpico e isso é muito bom para nós. Também graças a essa estrutura aqui, a nossa canoagem tem se desenvolvido e está começando a brigar de igual para igual com outros países. Hoje, as competições internacionais são em canais artificiais. O movimento da água é totalmente distinto de um rio. E aqui é considerado pela Federação Internacional uma das dez melhores pistas do mundo”, afirma Rodrigues.

Para o secretário executivo do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, estruturas como a de Foz do Iguaçu são fundamentais para que o país possa receber eventos internacionais de menor porte. “O Ministério tem insistido com as confederações sobre a importância destes mundiais, sub 19, 21, 23. São eventos mais baratos e internacionais, que contam com toda qualidade e técnica. Estes campeonatos permitem que desde cedo os atletas tenham esse intercâmbio. E fazer em casa inclui o fator psicológico. O atleta compete na pista que conhece. Os outros países também se beneficiam desse fator e o Brasil começa a se beneficiar”.

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