Advogado cai de 27º andar e tem morte instântanea em hotel de luxo

Nesse domingo (12), um advogado de 29 anos, conselheiro da Associação dos Novos Advogados de Mato Grosso do Sul, caiu do 27º andar do hotel Bahamas, na região central de Campo Grande, e morreu instantaneamente. Segundo familiares, ele estava em tratamento de depressão havia seis meses, e o quadro teria piorado com o fim de um relacionamento amoroso.

Ainda segundo familiares o fato foi inesperado porque ele fazia tratamento para controlar a doença. No hotel onde a morte aconteceu, a informação é de que os funcionários foram orientados a não comentar o caso. Com o impacto da queda, o corpo sofreu severas dilacerações, sem chances de qualquer tipo de socorro. A morte será investigada pela Polícia.

Segundo estatísticas da OMS (Organização Mundial da Saúde) 121 milhões de pessoas sofrem de depressão, e apenas 30% recebem tratamento adequado, e ainda segundo a organização de cada 100 pessoas com depressão, 15 acabam cometendo suicídio.

“Mudanças de comportamento, como introspecção, ficar trancado em casa, são sinais de que a pessoa precisa de acompanhamento médico”, fala uma médica psiquiatra, que não quis se identificar. Ainda de acordo com a médica a depressão é uma das doenças mais incapacitantes, e que mais afasta as pessoas do mercado de trabalho. “O medo e angustia de quem tem essa doença são muito grandes, portanto, quem comete suicidio não quer acabar com a própria vida e sim fugir da situação que a está angustiando”, explica.

MS: terceiro em suicídios

Mato Grosso do Sul ocupa a terceira posição no ranking nacional, com taxa de 8,4 mortes, a cada 100 mil habitantes. A média nacional, por sua vez, é de 5,3 casos. Em 2012, 210 pessoas se mataram no Estado contra 169, em 2002, um aumento de 24,3%. Em 2011, foram 209 casos.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde de 60% a 80% dos casos de depressão podem ser tratados primariamente. O que muitas pessoas desconhecem são os sinais, que na maioria das vezes acaba passando desapercebido, pelo próprio paciente e familiares.

“Quando tratado a qualidade de vida do paciente melhora muito, é como um renascimento, mas poucas pessoas procuram atendimento pelo estigma que a doença tem, ou por vergonha, ou desconhecimento dos sintomas”, diz a médica.

Os sintomas que para muitos podem representar apenas fadiga ou estresse, na realidade pode esconder um dos vilões que mais incapacitam pessoas não só para o trabalho, mas até para a convivência, como a queda de cabelo excessiva, alteração de hábitos alimentares, cefaleias constantes, ansiedades patológicas, taquicardia e dores constante de estômago.

Fonte Midiamax

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