Varejo busca diálogo com poderes para manter empregos e consumo aquecido

Brasília, 18 de março de 2015 – Pelo menos 15 entidades de representação do varejo brasileiro foram recebidas pelo Vice-Presidente da Repúblicas Michel Temer, na tarde desta terça-feira (17), em Brasília. O encontro oficial ocorreu no Gabinete do Vice-Presidente, em Brasília, e teve por objetivo sensibilizar o Governo Federal para a abertura de diálogos com menos burocracias com o setor varejista, que hoje representa 22% do PIB brasileiro e emprega um em cada cinco trabalhadores. Horas antes, o grupo reuniu-se com o Ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República (SMPE/PR), Guilherme Afif Domingos.

Além de maior aproximação com o governo, o grupo representativo pede a manutenção dos empregos, a simplificação de questões tributárias e créditos para empresas do varejo, visto que o setor tem dificuldades em dar garantias nos moldes oferecidos pelas indústrias. Outro ponto foi a formalização das empresas do varejo.

“Nos unimos para levar propostas ao Legislativo, ao Executivo e o Judiciário que são consenso entre as diversas entidades representativas do setor varejista. Estamos em busca de maior abertura e comunicação com nosso governo e poderes”, explica Vitor Morais de Andrade, Presidente da Associação Brasileira de Relacionamento Empresa Cliente (ABRAREC).

Leis, trabalhadores, varejo e consumidores – De acordo com informações de participantes do encontro, o Vice-Presidente Michel Temer afirmou que o PMDB tem interesse em apresentar, como partido, propostas de modernização da legislação trabalhista atual e a adequação de leis que facilitem a negociação com os sindicatos, desde que não haja prejuízo aos trabalhadores.

Para o presidente da ABRAREC, torna-se fundamental que as entidades representativas, governo e os três poderes trabalhem em conjunto, a fim de conscientizar os consumidores sobre o papel do varejo e sobre os custos de produtos e dos tributos cobrados, com destaque em notas fiscais.

Quanto a modernização das leis trabalhistas e a sua adequação ao modelo de negócio do setor de relacionamento, que adequa-se constantemente ao comportamento do consumidor, Andrade destaca: “entendemos que a leis trabalhistas foram criadas em um modelo que se adequa perfeitamente a indústria, mas não está adequada ao setor de serviços, que é mais dinâmico e está em constante transformação, necessitando de leis mais claras”.

O grupo é composto pelas seguintes entidades: Associação Brasileira de Franchising (ABF), Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Associação Paulista de Supermercados (APAS), Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço (ABAAS), Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), além da Associação Brasileira de Relacionamento Empresa Cliente (ABRAREC).

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