Projeto chavista enfrenta encruzilhada dois anos após morte do líder venezuelano

Passados dois anos desde a morte de Hugo Chávez, a Venezuela está em uma encruzilhada. Crise econômica, escassez de produtos básicos, a mais alta inflação do continente e a volta do fantasma do golpe de Estado ampliam a tensão política em torno da Presidência de Nicolás Maduro.

A imagem de Chávez continua presente em todas as partes do país e se mantém como alicerce do projeto governista. É o caso de um mural colorido, gigantesco, retratando o ex-presidente com uma mochila nas costas nas paredes de um edifício no bairro popular de Catia, oeste da capital.

“A mochila com o legado de Hugo Chávez é pesada, nela estão nossos sonhos”, afirma o muralista Luis José Ordaz, que passou dois meses e meio pendurado num andaime para pintar o mural.

No atual momento de crise de um projeto político feito à medida de Chávez, a imagem onipotente construída pelo próprio ex-presidente ao longo de seus 15 anos no poder ainda lhe atribui faculdades especiais para momentos como a atual. E a população não demonstra o mesmo apreço por Maduro, herdeiro político do projeto bolivariano.

“Duvido que com ele (Chávez) isso (a crise) estaria acontecendo”, afirmou Lucía Guevara, de 41 anos, enquanto aguardava na fila de uma quitanda no centro de Caracas para comprar leite e farinha de milho. “O problema não é o Maduro em si, mas a falta de comando.”

Confira também

Rússia produz vacina contra covid para animais

A Rússia produziu 17 mil doses de uma vacina contra a covid-19 para ser utilizada …