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Para Fiems, novo aumento dos juros demonstra descontrole do Governo Federal

O aumento dos juros básicos da economia para 12,75% ao ano anunciado ontem à noite (04/03) pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) demonstra total descontrole do Governo Federal sobre a situação econômica nacional e sobre os próprios gastos, segundo avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen. “A elevação da taxa básica de juros é uma forma equivocada de combater a inflação e já demonstra que o País está em recessão”, analisou.

Sérgio Longen acrescenta que cada ação desse nível precisaria ter uma contrapartida por parte do Governo, como corte dos gastos públicos, porém, a única resposta verificada “é a insatisfação popular, é o povo acuado e o setor empresarial paralisado”. “Mais uma vez o Governo adota um remédio amargo contra o setor produtivo nacional para ver se controla os próprios custos e não está surtindo efeito”, reforçou.

Ele destaca que o Governo deveria tomar outras medidas, pois não adianta nada arrojo fiscal e sobre os salários, enquanto o dólar bate na casa dos R$ 3,00, demonstrando um descompasso. “Neste momento, não caberia mais esse aumento da Selic, pois já está tudo aumentando e o Governo não para com sua gana arrecadadora, fevereiro foi um mês ruim e março deve ser ainda pior”, projetou.

Ainda na opinião do presidente da Fiems, o Governo não está controlando a inflação, mas está a alimentando. “O Governo deve rever suas diretrizes e reduzir as próprias despesas e não prejudicar o setor produtivo, pois isso está refletindo diretamente na população. Essa política fiscal tem de ser revista e o aumento dos juros só reflete que é uma ação de descontrole das suas ações e das suas contas”, afirmou.

CNI

Para a CNI, o aumento dos juros básicos da economia para 12,75% ao ano elevará os custos dos financiamentos, desestimulará os investimentos das empresas e inibirá o consumo das famílias. Isso dificultará ainda mais a recuperação da economia e colocará em risco o emprego. A CNI considera que o combate à inflação também depende da redução das despesas públicas.

A indústria defende um ajuste fiscal que dê maior peso ao corte de gastos públicos do que ao aumento de impostos. Isso, associado à implementação da agenda da competitividade, com medidas de desburocratização, simplificação do sistema tributário e ampliação dos investimentos em infraestrutura, diminuirá a necessidade de aumento dos juros e reduzirá os custos das empresas e dos consumidores no médio e no longo prazo.

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