MSGás faz estudo de viabilidade para levar gasoduto até Maracaju

A Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul (MSGás) vai elaborar projeto de viabilidade técnica e econômica para implantação de novo gasoduto, de aproximadamente 160 quilômetros até Maracaju para atender ao BBCA Corporation, grupo chinês que deve iniciar nos próximos meses, a construção da fábrica de processamento de milho com investimentos previsto de US$ 320 milhões.

Foi iniciado ontem mesmo as tratativas nesse sentido durante encontro na MSGás, que contou com a presença do vice-presidente da BBCA, Cao Mengchen, e do engenheiro Kevin Liu, responsáveis pelo projeto da fábrica, e dos diretores, engenheiro Rudel EspíndolaTrindade Júnior (presidente), Rui Pires dos Santos (Financeiro), gerente Comercial, Luiz Antonio Duarte. A Gerência Comercial da companhia fará um levantamento das informações necessárias para complementar o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) nos próximos meses.

Além da energia para toda planta, a BBCA estuda a viabilidade econômica para utilizar o gás natural em duas caldeiras para produção de vapor, para o setor de processamento de alimentos. Segundo o engenheiro eletricista Airton Faria Vargas, representante do grupo no Estado, a fábrica vai precisar produzir 15 megawatts/dia, e para isso está buscando todas as possibilidades para obter garantias de oferta visando atender grande demanda. “Vamos implantar sistema com o melhor custo benefício, e o gás natural pode ser um deles. Vamos aguardar o estudo técnico e econômico, que vai nos oferecer o suporte necessário para avaliarmos essa possibilidade”.

“Nós temos a garantia de um produto com preço competitivo e capacidade técnica para entregar o gás natural na porta da indústria em Maracaju. Estamos confiantes de que poderemos fechar um acordo nesse sentido”, afirmou o diretor-presidente da MSGás, Rudel Trindade Júnior. Acrescenta que, antes, porém, de qualquer comemoração há série de etapas que precisam ser cumpridas para a concretização de um acordo nesse sentido.

“É claro que existe um longo caminho a percorrer e muita determinação. Basta lembrar que o alto preço da energia elétrica e de outros insumos disponíveis no mercado, como a queima da lenha, tornaram o gás natural competitivo no mercado em que a escassez de energia, está levando o setor produtivo a viabilizar novas fontes para baratear custos e otimizar a produção”, explica.

O vice-presidente do grupo, Cao Mengchen, disse, ao final do encontro, que o seu grupo tem o maior interesse em baratear custos para viabilizar preços competitivos no mercado internacional, e uma das condicionantes é a efetivação de meios para conseguir baixar o custo da energia. “O gás natural pode constituir num importante insumo para a nossa produção, mas para isso, precisamos de viabilidade econômica. Vamos aguardar esse relatório de impacto técnico e econômico para decidirmos sobre essa fonte de energia”.

A fábrica da BBCA em Maracaju produzirá alimentos, utilizando como insumo 600 mil toneladas anuais de milho, que será utilizado na produção de amido, glucose, maltose, óleo, proteína de milho em pó, fibra alimentar, germen de milho, lisina e ácido cítrico.

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