Ministério do Esporte entrega equipamentos de golfe em clube de São Paulo

De volta ao programa olímpico, após mais de um século, o golfe busca se desenvolver e popularizar entre os brasileiros. Para atingir tais objetivos, o Ministério do Esporte possui convênio com a Confederação Brasileira de Golfe (CBG) desde 2012, para aquisição de equipamentos, manutenção de equipe multidisciplinar e participação dos atletas em competições internacionais. Nesta sexta-feira (13.03), foi a vez de o São Paulo Golf Club receber os aparelhos FlightScope X2 e Sam PuttLab – software e sistema de análise de movimentos -, em cerimônia que contou com a presença do ministro George Hilton.

“Com a proximidade das Olimpíadas, a gente está tendo a oportunidade de discutir a necessidade de levar esse plano de legado dos Jogos para todo o país e tenho certeza que a CBG é uma grande parceira. Somos um país que definitivamente entrou para o ciclo dos megaeventos esportivos mundiais e temos que tirar proveito disso. Temos o desafio de disseminar a prática do golfe. Este é um projeto que o governo está disposto a fazer os investimentos necessários. Mas, o maior legado das Olimpíadas será o Sistema Nacional do Esporte, uma política perene que dará continuidade a todos esses projetos”, destacou Hilton.

Ao lado do presidente da CBG, Paulo Cézar Pacheco, do presidente do São Paulo Golf Club, Mário Najm, e demais membros da comissão técnica da seleção brasileira, o ministro entregou os novos equipamentos e conheceu o campo de golfe do clube paulista. O local recebe a terceira edição do Brasil Champions, torneio que conta com recursos da Lei de Incentivo ao Esporte. O convênio do Ministério do Esporte com a CBG, no valor de R$ 3,12 milhões, dentre outras coisas, permitiu a aquisição de seis unidades de cada equipamento (FlightScope X2 e Sam PuttLab), usados em centros de treinamento regionais.

“Nós temos, junto ao Ministério do Esporte e ao Comitê Olímpico Brasileiro, recebido incentivos a partir do momento que o golfe foi incluído nas Olimpíadas. Apresentamos projetos e isso tem permitido um trabalho de base e de crescimento do esporte. Os jogadores brasileiros que estão fora do país também são assistidos, porque quando eles vem ao Brasil usam os equipamentos para se aprimorarem. Os investimentos do Ministério do Esporte são essenciais, porque somente com a sua própria receita, a Confederação não teria conseguido o avanço que estamos tendo”, explicou Pacheco.

O FlightSacope X2 é capaz de analisar em três dimensões (3D) e com extrema precisão os ângulos de ataque à bola, trajetória e voo. O programa de computador também detalha o comportamento do taco, como velocidade da cabeça, aceleração e planos de swing, por exemplo. O Sam PuttLab é um sistema de análise e treino de putting, baseado em mensurações por ultrassom. Analisa em câmera lenta a precisão da tacada, fornecendo 28 parâmetros, tais como duração do movimento, rotação, tempo de impacto e direção.

“Temos seis conjuntos móveis, que ficam nos locais de treinos que a CBG usa como base – São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Distrito Federal, Santa Catarina, e um que se reveza entre Pernambuco e Bahia -, ou levamos para os eventos nos clubes, quando necessário. Esse nível de tecnologia nos coloca como os mais avançados da América do Sul”, destacou Pacheco.

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