Geraldo quer solução de entraves para início de obras do Hospital da Mulher

O deputado Federal Geraldo Resende está cobrando a solução imediata de entraves burocráticos que impedem a construção do Hospital da Mulher e da Criança em Dourados. Ele considerou absurda a afirmação do Hospital Universitário, Wedson Desidério, em entrevista ao Diário MS, de que o início das obras pode demorar mais de três anos.

“Realmente, é um absurdo supor, em qualquer situação, que a elaboração de projetos e processos burocráticos demore mais que a execução da obra, propriamente dita. Ainda mais quando se trata de uma obra da área de saúde tão carente, principalmente quando o próprio diretor do HU afirma que a estrutura que existe hoje no Universitário é deficitária e que portanto, as mulheres gestantes enfrentam um verdadeiro calvário quando precisam da saúde pública, devido à superlotação”, destacou.

Segundo o parlamentar, que também é médico, esta situação o deixa indignado e inconformado. “Para mim, a afirmação do superintendente do Hospital Universitário (HU) de Dourados, Wedson Desidério reafirma o acerto de nossas cobranças, para que esse atraso não continue ocorrendo. Assim, reafirmo a disposição de lutar para que nos próximos dias possamos ter uma reunião com o Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) para que se encontre uma solução para o impasse.

Geraldo lembra que os recursos de R$ 12,9 milhões oriundos do Ministério da Saúde para o início das obras, estão na conta da UFGD desde junho de 2012. De acordo com os entendimentos feitos à época, a UFGD ficou responsável em aplicar outros R$ 6 milhões, para um custo, que no início do projeto era de R$ 18,9 milhões, mas que hoje, por causa dos atrasos, já passa dos R$ 30 milhões.

Reunião

Em reunião realizada em Brasília no último dia 12, o ministro da Saúde Arthur Chioro assumiu o compromisso de intervir pelo encaminhamento de providências visando o início das obras do IMC. Na oportunidade, o deputado Geraldo Resende, que participou do encontro junto com o governador Reinaldo Azambuja e outras autoridades, afirmou que a primeira providência a ser tomada pelo Ministério da Saúde será a prorrogação do convênio entre o Ministério e a UFGD, que vence no próximo mês de junho.

Durante a audiência, Geraldo Resende solicitou e o ministro Chioro se comprometeu em marcar, para os próximos dias, uma reunião com a UFGD, EBSERH, e os ministérios da Saúde e Educação para se definir os próximos passos do projeto. Do encontro, participaram também os senadores peemedebistas Waldemir Moka e Simone Tebet e o secretário estadual de Saúde Nelson Tavares.

Na audiência o governador Reinaldo Azambuja também assumiu o compromisso de envolver o governo do Estado na luta pela construção do IMC em Dourados. A senadora Simone Tebet e o senador Waldemir Moka se comprometeram de trabalhar em parceria com o deputado Geraldo Resende, para ajudar o governo estadual na melhoria da saúde pública do Estado.

Como será

O Instituto da Mulher e da Criança será um novo hospital, com atendimento especializado para mulheres e crianças de toda a região, que será construído em anexo ao Hospital Universitário. O projeto consta de um prédio de 8,7 mil metros construídos, com 42 leitos de enfermaria para Obstetrícia; dezesseis leitos de enfermaria para Ginecologia; trinta leitos de pediatria; dez leitos de pediatria de isolamento; doze leitos de UTI Neonatal; 22 leitos de UTI Intermediária; quatro leitos de repouso para acompanhante; seis leitos para isolamento; oito salas para ambulatório; seis leitos para Hospital/dia; quatro leitos para observação; quatro leitos para pré-parto, parto e puerpério; três salas de cirurgias; duas salas para partos; um banco de leite; duas salas de reuniões; e um auditório.

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